A-mulher-com-fluxo-de-sangueCremos – por crer – ou sabemos por que cremos?

Uma das mais fantásticas histórias sobre fé nos é contada no evangelho de Marcos a respeito de uma mulher que sangrava já há doze anos; dizia ela para si: “Se tocar, ainda que seja na orla do seu manto, estarei curada.” Dessa forma “veio por detrás, entre a multidão, e tocou-lhe o manto…”

Fé é alcançar a possibilidade de não mais dizer “eu creio”, mas afirmar: “eu sei”, com todos os valores da razão tocados pela luz do sentimento…

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A mulher doente não “cria” ser a fé uma virtude mística, mas “sabia” ser ela uma verdadeira força atrativa. Dessa forma, os fluidos curativos do Mestre, que estavam à disposição do restante da multidão, encontraram nela a atração suficiente para que fosse atendida. Também, entre tantos, somente ela buscou tocar direto na Fonte; digamos que mais que crer, ela sabia por que o tocava…

Jesus (através de Marcos), Emmanuel e Kardec, homologam-nos a verdade de que a fé, além de fazer parte de um entendimento (“eu sei”), precisará estar atrelada a um esforço que Emmanuel chama de trabalhar sempre para que intensifiquemos nossa iluminação através da dor e da responsabilidade, do esforço e do dever cumprindo.

Se a mulher doente houvesse permanecido estática, opondo-se à atração, em tendo repudiado a força curativa do Mestre, certamente o desfecho da história seria outro.

Está muito claro, então que: Primeiro, a fé precisa ser raciocinada (entendida, ou o “eu sei”), requisito que Kardec assimilou na escola Pestalozzi e aplicou amiúde na codificação. Segundo, “a fé sem as obras é morta”, nos dirá Tiago em sua epístola, dando-nos a entender que o esforço e o dever cumprido serão imprescindíveis à veracidade de nossa fé.

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Na fé raciocinada, o “eu sei” e o “eu me esforço”, poderá ser tão importante quanto o “eu creio”…

(Sintonia: Marcos, V, 27 e 28; questão 354 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB; e Cap. XV, item 11 de A gênese) (Primavera de 2015).

One comentário para “Cremos ou sabemos?”

  • Wener F. de Rezende says:

    Senhor,

    Desejo lhe enviar um texto para a sua apreciação; não sei como fazê-lo; a ser assim, pergunto-lhe:

    Pode o senhor através deste meu E-mail (ragapaieri@gmail.com), enviar-me alguma solução?

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