untitledHá duas maneiras de desfrutarmos das delícias de uma montanha: A primeira, mais fácil e parcial é de baixo; a segunda, total e mais difícil, mobilizando, talvez, uma imensa tralha; escalando-a…

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Em nossas vidas também é assim, ou nos mobilizamos em torno de uma empreitada e os resultados são ‘panorâmicos’, tal qual a visão de cima da montanha sobre o vale, ou simplesmente a realizamos, sem nenhuma paixão.

É próprio deste Planeta de prova e expiações utilizarmos o caminho e porta largos das facilidades, das coisas mais ou menos. Muito mais difícil será nos esgueirarmos pelas dificuldades da porta estreita dos sacrifícios, da abnegação, da perseverança. Porta estreita nos exigirá o ‘regime’ caracterizado por todas as renúncias em prol de quaisquer metas, aqui simbolizadas pelo cimo da montanha.

Como chegam até nós, diariamente, o pão, a roupa, os medicamentos, a energia elétrica, os serviços de telefonia e internet, o combustível que move nosso auto? Não serão eles o resultado de uma cadeia de esforços de inúmeras mentes focadas em cada item? Do lavrador ao padeiro, do tecelão à costureira, da fórmula adequada à prateleira da farmácia, da nascente à hidrelétrica, da extração à bomba do posto… há uma imensa cadeia de agricultores, operários, técnicos, cientistas dispostos a atingir o cume do empreendimento para que os resultados nos cheguem na forma de produtos e serviços.

Quando abraçarmos qualquer empreendimento, façamo-nos a pergunta: De baixo ou de cima? E optemos pela que melhor serviremos, pois se os desejamos, – os bons serviços – nós precisaremos praticar, e muito, a ética da reciprocidade ou regra de ouro.

Porque são numerosas as paixões más, não hesitemos em ‘promover’ este Planeta num orbe bom, através de nosso esforço no bem.

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“Larga é a porta da perdição porque são numerosas as paixões más e porque o maior número envereda pelo caminho do mal.” (ESE, XVIII, 5).

Rebelar-nos contra um Planeta ainda mau, é nos apaixonarmos pelo bem, pelo serviço, tentativas e feitos possíveis.

A boa vontade, o serviço, o importar-se… é um exercício diário. Sentir-nos-emos no cume da montanha quando recomeçarmos a cada dia!…

(Sintonia: Cap. Na Forja da Vida, pg. 151, Livro da Esperança de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Inverno de 2014).

2 Comentários para “De baixo ou de cima?”

  • fatima says:

    A tralha é grande, o caminho é íngreme, mas, se “quisermos” teremos nosso Guia e companheiros na caminhada, só depende de nós.
    Que a luz de Jesus, nosso Guia, ilumine nossas vidas e nossos caminhos!

  • Silvia Gomes says:

    Belo artigo Claudio! Nos anima e incentiva a caminhada! Ainda que o mundo a nossa volta esteja em guerra, é imprescindível promover a paz, ainda que a maioria esteja descrente, é inadiável reforçar a fé… Ainda que ninguém se importe, é mais do que necessário o envolvimento,ação… Só assim poderemos ter a visão panorâmica e magnífica do Bem realizado! Obrigado meu amigo, por compartilhar!!! Abraços!

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