“… De vinte séculos [para cá], surge o desafio do Mestre, indagando sobre o que de extraordinário estamos fazendo…” (Emmanuel).

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Antes de Jesus fazia-se o ‘feijão com arroz’ – não que estes não sejam bons! Desejamos dizer que até então se cumpria o ordinário da lei mosaica, muito mais para exterioridades que para a elevação dos Espíritos.

A partir principalmente do sermão do Monte, o divino Rabi nos desafia ao extraordinário; ao algo mais; uma espécie de tempero especial ao prato diário:

Poderíamos até ser ricos, mas termos coração de pobre: tal comportamento nos avalizaria um Reino. Tal como garimparmos aqui e acharmos o tesouro Lá!

Precisaríamos compreender que lágrimas derramadas seriam efeitos de nossas causas; portanto choradas como reparação e provação.

Brandos fariam a transição e “possuiriam a terra” da regeneração. Que a justiça mais confiável é a Divina. Misericordiosos, puros e pacíficos veriam os Anjos de Deus mais de perto.

Falou-nos que nos representaria quando brigássemos por Sua Bandeira e que com ela seríamos apresentados ao Pai, como já acontecera a grandes profetas.

Foi mais agudo: solicitou-nos perdão incondicional, como se o desejássemos a nós; que fôssemos sal e luz, segundo nosso estágio; que uma mão desconhecesse o bem feito pela outra; que saudássemos também os estranhos; e que orássemos recolhidos, sem afetação.

Recomendou-nos servir a um só Senhor; que apenas juntássemos tesouros não perecíveis; que tivéssemos a confiança das aves do céu; que não julgássemos para não sermos constrangidos; que nos preocupássemos apenas com a trave de nosso olho; e que confiássemos no Pai dos Céus que jamais nos dará pedra ou escorpião como alimento.

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Conta-nos Mateus que ao término desse discurso, a multidão estava impressionada com as coisas proferidas. Jesus não falava como os escribas e fariseus, mas, como quem tinha a chancela do Pai, nos desafiava ao extraordinário.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 96, Além dos outros; 1ª edição da FEB) – (Outono de 2017).

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