paciencia“Paciência também é uma caridade; e deveis praticar a lei de caridade” (ESE, IX, 7).

Por ‘intoleranciar’ seguidamente certas situações, declaro-me um apreciador das pessoas que sabem ser pacientes; essas, ao mesmo tempo em que me conduzem à calma, provocam em mim certo frenesi… Concluo, dessa forma, que paciência tem uma dose exata:

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Em momentos de sufoco, paciência é um clarão; aquela Luz que o Mestre Jesus declarou que todos possuem; a lâmpada sobre o alqueire que irá iluminar partes em conflitos.

Paciência, como diz o evangelho é caridade: a virtude que irá desacelerar meu ímpeto no momento de precisão de um indivíduo talvez mais equivocado que eu.

Paciência não é cruzar os braços e deixar como está para ver como fica! Muito pelo contrário, nessa hora a calma deverá ser minha aliada para eu colaborar com arbitragem equilibrada na instalação da ‘ciência da paz’ (a pacem ciência!). Paciência, portanto, não é conformismo!

A Natureza dita as melhores lições de paciência. Somente uma: O rio que, cauteloso, não consegue domar a fúria do escolho, da pedra gigantesca, o contorna, esculpindo no terreno curvas tão belas quanto as das misses mais formosas.

Paciência não é ignorar o inbróglio, o angu existente, mas é analisá-lo com sabedoria e sem ‘extremação’. Aliás, paciência precisa mais do ‘deixa disso’ do que das ações extremas.

É possível que a paciência precise mais até de uma impaciência do que de lamentações e deserções do fato…

Os apelos da paciência não pressupõem leviandade, nem complacência, tão pouco ignorância, já que a virtude aqui exigirá responsabilidade e o conhecimento de causa.

Paciência deve ser resignação quando a ofensa for dirigida a mim; e não resignação quando aquela for dirigida à coletividade em que milito: O nós superando o eu!

O melhor roteiro de paciência, antes da Mãe Natureza, é o Mestre Jesus: O foi em sua encarnação inteira; quando porém precisou defender os interesses do templo, não o foi; expulsou seus vendilhões! Aí está o limite da paciência e a dose exata de que falava na introdução.

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 “A compreensão que identifica a situação infeliz, articula meios de solucionar-lhe os problemas sem alardear superioridade.” (Emmanuel).

(Sintonia: Cap. Nos domínios da paciência, pg. 74 do Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Outono de 2014).

One comentário para “É! Não é!…”

  • Silvia Gomes says:

    “O melhor roteiro de paciência, antes da Mãe Natureza, é o Mestre Jesus: O foi em sua encarnação inteira; quando porém precisou defender os interesses do templo, não o foi; expulsou seus vendilhões! Aí está o limite da paciência e a dose exata de que falava na introdução.”

    Grande crônica Claudio! Ser paciente e pacífico não significa concordar e lavar as mãos diante de atitudes que prejudicam o meio em que vivemos e a coletividade, mas sim usar de calma e serenidade para contribuir com a solução das dificuldades que surgirem.
    Obrigado e um grande abraço!

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