“Se foste chamado à fé, não recorras ao divino Orientador suplicando privilégios e benefícios que justifiquem tua permanência na estagnação espiritual.” (Emmanuel).

* * *

Se nosso encontro com o Mestre for verdadeiro, os compromissos estarão explícitos:

Firma-se, então, um pacto: obrigações que deveremos realizar; eventos a nos abstermos.

Nesse momento, quando “caímos do cavalo”, reportando-nos à transformação de Saulo/Paulo, iremos verificar:

Que o ‘nosso’ domínio termina; sobrepõe-se-nos a Lei de Justiça, amor e caridade.

Que nosso descanso estará limitado à restauração “das forças” exauridas; mesmo nesse hiato, descansará ‘só’ nosso corpo.

Que o Espírito predominará; e não mais os imperativos da carne.

Que as afeições verdadeiras permanecerão; e que a consangüinidade não as garante.

Que os mais importantes negócios doravante se reportarão à Boa Nova do recém “Encontrado.”

Que todos os nossos recursos doravante deverão facilitar o serviço da paz e do bem.

Que todos os favoritismos se destinarão ao próximo.

Que nossas responsabilidades serão perante as Leis eternas, que o nosso recém “Descoberto” disse “não vir destruir.”

E que nossos deveres serão junto àqueles que priorizava: pequenos, doentes, diferentes, possuídos, lunáticos, debilitados, coxos, cegos…

Nem privilégios, nem favoritismos pessoais; mas deveres e benefícios coletivos.

* * *

É como “cairmos do cavalo”: o clarão da responsabilidade (como ocorreu a Saulo) será tanto, que cegaremos aos prazeres fugidios.

E depois desse encontro, as dificuldades estarão só iniciando. Ou, quanto mais verdadeiro for, maiores os obstáculos pela frente.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 112 Que farei? 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2017).

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