encaixe-perfeitoFraternidade e igualdade podem, na Terra, merecer um só conceito?

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Na qualidade de Espíritos ímpares, desiguais, não poderemos dar um mesmo conceito para fraternidade e igualdade, porque a fraternidade, como já dissemos várias vezes é uma cooperativa de desiguais, onde o que um não fornece o outro fornece; onde o que um não sabe, o outro sabe; e onde, sobretudo, cada qual só poderá colaborar com aquilo que já plantou e colheu.

Emmanuel nos dirá que, dada a heterogeneidade das tendências, sentimentos e posições evolutivas, o conceito igualitário absoluto é impossível no mundo.

Entretanto, entre o absoluto e o relativo da conceituação, podemos afirmar que a fraternidade sempre terá o poder de aproximar ao máximo os diferentes de uma igualdade, pois fraternidade é isso: São os diferentes se completando.

Na fraternidade, vista como uma cooperativa, sempre haverá o suprimento das necessidades do desiguais ou daqueles que possuírem alguma espécie de carência: Analogamente, se eu só produzo arroz e meu irmão somente milho, nem eu, nem ele ficaremos sem arroz e milho…

Continuando ainda em nosso raciocínio, o agricultor porá o alimento na mesa do doutor e este não permitirá que o agricultor sinta dores horríveis, pois poderá acontecer que o doutor não saiba plantar e que o agricultor não tenha competência de se auto curar…

… Será sob esta ótica que a fraterna cooperação sempre aproximará os desiguais.

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Num futuro ainda incerto – pois dependerá da boa vontade da maioria – a lei da assistência mútua e da solidariedade comum tornará a humanidade menos desigual e o absoluto do conceito se tornará relativo, resultando no progresso moral possível no Planeta.

Somente a fraternidade iguala os desiguais!

(Sintonia: questão 349 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

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