Vive-se hoje a época das máquinas de café e dos solúveis… Sou do tempo da ‘essência’ – chamada também de ‘tintura’. Minha mãe ou as avós colocavam na mesa a essência do café, às vezes novinha, cheirosa, na maioria das vezes nem tanto; e ainda alertavam elas, em ‘tempos bicudos’: A tintura ‘hoje está forte’! – Que era para não ser consumida muito…

Toda minha atuação vivencial, para ser autêntica, não poderá fugir de minha essência, ou daquilo que tenho de mais espontâneo dentro de mim.

Voltando à analogia da essência – tintura -, meu grande cuidado deverá ser para que a ‘minha’ essência se conserve sempre ‘renovada’, cheirosa e forte.

Na natureza há os melhores exemplos de essência, espontaneidade e atuação:

Rosas não exalam perfume de jasmins; bem-te-vis não cantam como corruíras – a alma de gato, matreira é que, por necessidade, imita outros pássaros -; e de uma goiabeira não se colhem pitangas…

Seguindo o ritmo da natureza, manter minha essência renovada, forte e cheirosa, significa ajustá-la aos Divinos Propósitos.

Sempre que eu atuar consoante minha autêntica essência Divina, estarei sendo o Eco de Deus. Não importará o tamanho que o meu lume tenha adquirido… Ele estará sempre alumiando.

Minha atuação, portanto, dependerá de minha espontaneidade e esta de minha essência. Não posso ser mais ‘borra’ do que essência!

(A sintonia é do capítulo O dom de expressão, pg. 33 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Lourdes Catherine, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012; dia em que a essência do Dorival sobrepujou a do Luxemburgo!)

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