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“Quando o desânimo, [fruto de uma doença] impuser a paralisação de tuas forças na tarefa a que foste chamado, prossegue agindo no dever que te cabe, exercitando a resistência mais um pouco e a obra realizada ser-nos-á bênção de luz”. (André Luiz)

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Recentemente, quando acometido de forte crise ciática, percebi que um ‘punhado’ de companheiros de minha Casa Espírita, de uma forma ou de outra, haviam se acidentado ou estavam adoentados:

Em primeiro lugar, não há novidade nessa notícia, tendo em vista a ‘população de idosos’ que há na Casa, propensa, portanto, a uma freqüência maior de quedas e doenças.

Segunda consideração, e que julgo apropriada: Tais acidentes e doenças poderiam ter sido piores; a Proteção de que desfrutam os abrandou.

Terceiro, e não menos importante: ‘Recuaram’, todos esses indivíduos, à condição de estéreis? Absolutamente! Tão somente e temporariamente no estaleiro, todos eles, com obstáculos a superar, provam a si próprios a sinceridade de seus propósitos de renovação através do trabalho de cada um.

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Normalmente, quando estudo as questões teóricas das provas que envolvem dores físicas e morais, sou categórico – ou a Doutrina é categórica – em afirmar a necessidade das dores de qualquer espécie para a evolução dos indivíduos. Chego a dizer, de uma forma um tanto poética, que as dores são a ‘maquiagem da alma’. Mas, meu amigo, quando na prática a dor aperta, seja ela física ou da alma, o corpo dói, a mente anuvia e os ‘investimentos’ ficam mais difíceis.

Que fazer, então? Abortar ou malograr o que foi ensinado? Também não! Embora exista um abismo entre a teoria e a prática, ou entre o que é ensinado e o que deve ser feito, devo considerar que a provação é a prática da teoria e que, no momento da provação, há uma imperiosa necessidade de não me sentir estéril, pois até mesmo o mal – a doença, a invalidez temporária… – permanece a serviço do bem e que a resignação sem deserção, sem a esterilidade, aí fará a diferença.

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O que são as doenças – físicas e morais – senão indisposições, e graves, a me distrair a atenção do trabalho e do desejo de realizar sempre o melhor?

 (Sintonia: Cap. Sempre melhor, pg. 17 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Outono de 2013).

2 Comentários para “Estéreis?”

  • fatima says:

    As vezes até achamos que DEUS está nos ignorando, esquecendo que na hora da prova, o professor precisa manter silêncio.

  • Silvia Gomes says:

    Pois é amigos! É aí que devemos colocar em prática todas as teorias. Embora ainda vacilantes precisamos continuar fazendo o que nos for possível no serviço do bem.
    Na verdade são nestes momentos que Deus está mais próximo de nós.
    Obrigado mais uma vez e uma boa noite!

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