O Espírito Miguel, por ocasião do Evangelho no Lar de hoje, proporcionou à minha velhinha e a mim um estudo sobre a Piedade. É lógico que não se trata aqui daquela outra piedade, do catecismo na mão, evangelho aberto, terço entre os dedos, que, aliás, são todos válidos, mas de uma piedade da qual já tratei aqui outro dia pelo nome de sensibilidade.

Segundo o Amigo Espiritual, “a piedade é o celeste precursor da caridade”; e continua o Socorrista: “Grande, porém, é a compensação, quando chegais a dar coragem e esperança a um irmão infeliz que se enternece ao aperto de uma mão amiga e cujo olhar, úmido, por vezes de emoção e de reconhecimento, para vós se dirige docemente, antes de se fixar no Céu em agradecimento por lhe ter enviado um consolador, um amparo.”

A imagem mais convincente de piedade me parece que seja a de Santa Verônica, porque a sua piedade a levou a uma ação… E que ação! Em tal ocasião, Jesus deixando a imagem de Seu rosto impressa no véu de Verônica homologaria o que estou tentando afirmar: Que a piedade, a sensibilidade só será eficiente se for a carga primária que irá deflagrar uma ação maior.

Portanto, se me apiedo, se te apiedas e se ele se apieda, poderemos, todos, partir para o socorro.

(ESE, cap. XIII, item 17 – Evangelho no Lar, em 6 de dezembro; primavera de 2011).

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