tirando-as-duvidas“Não te concentres na fé sem obras (…), todavia não te consagres à ação, sem fé no Poder divino e em teu próprio esforço.” (Emmanuel).

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Dá-nos a entender Emmanuel que nossas obras são uma espécie de vitrine de nossa fé; que fé e obras estabelecem entre si uma dependência. Em analogia simples são como para os mineiros, queijo e goiabada ou para nós gaúchos churrasco e chimarrão, juntos…

Em dias bicudos que vivemos, mormente em solo pátrio, parece-nos que o devotamento individual às boas causas é abandonado; se não temos fé nas causas, desertamos delas, pois nem acreditamos em melhoras nem cumprimos nossa parte.

Desejamos os benefícios de nosso credo, esperando dele o esclarecimento e o consolo, mas quando temos o primeiro e o segundo não vem, colocamos dúvidas na doutrina da terceira revelação.

Indisciplinamo-nos após assumir compromissos com o movimento e com os nele inseridos: trabalhos, reuniões, regras, horários, parecem-nos ditaduras criadas por sonhadores, quando deveríamos entender que somos ‘funcionários’ dum Mestre abnegado, nosso Guia e Modelo.

Por vezes fazemos tudo ‘mais ou menos’: assim dirigimos, coordenamos, facilitamos; e com obras mais ou menos, nossa fé se torna mais ou menos.

Entusiasmo e ação em pequenas ou grandes tarefas são sinais evidentes de fé verdadeira na causa e no Porvir. E que tais feitos não nos elevem o orgulho; e que tais tarefas venturosas não nos alcem a criadores, mas a simples instrumentos de serviço.

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Paradoxalmente, só nos tornaremos grandes na fé, através da perseverança nas pequenas tarefas. Que nossas obras sejam a vitrine de nossa fé; o mostruário mais razoável que irá autenticá-la como verdadeira.

Que acreditemos no Poder divino, mas que também acreditemos no potencial a nós conferido por esse mesmo Poder. Que acreditemos pelas obras e obremos pela crença!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 26 Obreiro sem fé, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).

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