Abri a postagem de 17 de dezembro – ‘Mínimas’ e curtas do velhinho – exatamente com os dois pensamentos que transcrevo na íntegra: ‘Minha evolução passará, inevitavelmente, pelo trato aos irmãos menores da criação – menores, maiores, minúsculos -. Perguntem ao Chico – o de Assis – se não estou certo!?’ e ‘Apesar da praia vazia e ventosa, não me senti só… Meu amigo não o permitiu; deixou-me afagar a sua cabeça e até me estendeu uma de suas quatro patas’… Referia-me, aqui a um vira-lata baio que, docemente se aconchegou à minha roda de chimarrão solito, pois minha velhinha fazia a sua caminhada. Pois o vira-lata baio hoje estava lá novamente, só que desta vez preferiu a companhia de uma jovem que comia algumas guloseimas… Comia e repartia com o cusco; comia e repartia, comia e repartia. Ao invés de ficar enciumado, comecei a me emocionar com a atitude da veranista. Minha velhinha também emocionada dirigiu-se à jovem, deu-lhe um afetuoso abraço e a parabenizou. Peguei o rascunho dos dois pensamentos supracitados – que, por acaso ainda estavam comigo – e também me dirigi à jovem, fazendo questão de lhe informar que publicara tais pensamentos 3 dias atrás.

Clara – vou inventar-lhe este pseudônimo em homenagem a São Francisco de Assis – contou-me que como eu, era muito cachorreira e passou a relatar os cuidados que despendia a cães e a outros irmãos menores na cidade onde morava.

Pois é, meus amigos, ante esta comovente história, vocês nem precisarão consultar a Chico ou a Clara de Assis sobre as razões deste blogueiro, até porque ambos estão num patamar infinitamente superior ao meu… A bondosa e sensível Clara do Vale dos Vinhedos esteve por aqui, em nossa praia, ratificando meus ajuizamentos sobre essa irmandade tão querida e tão abandonada.

Obrigado, moça! A despeito da brevidade, passaste como um clarão pela maior, mais democrática praia do mundo e, lamentavelmente, também com o maior número de cães abandonados.

(Fato acontecido na manhã de 19 de dezembro – Primavera linda de 2011).

4 Comentários para “Francisco, Clara de Assis ou do Vale dos Vinhedos…”

  • Fernanda says:

    Oi meu amigo

    Vejamos novamente a sintonia de nossos pensamentos, certamente inspirados pelos espíritos amigos de nosso querido Recanto de Luz, hoje minha postagem também foi a respeito dos nossos irmãos menores, que merecem todo nosso carinho e respeito.
    Como é bom quando vemos pessoas que, como nós, os tratam como deve ser, pena que outros não pensem da mesma forma…
    Um grande abraço em ti e na nossa querida Fátima.

  • MCarol says:

    como não amá-los? como não alimentá-los?

  • Suzi says:

    Hoje, um dia chuvoso na serra, eu de férias, lembrando-me da minha última viagem, para alegrar-me depois de uma crueldade tamanha ter acontecido com um de meus animais de estimação, lembrei-me das pessoas que como eu se chocariam com a história triste de meu filhotinho vira-latas, não pude me esquecer daquele simpático casal que numa manhã ensolarada de segunda-feira, veio até mim, parabenizando-me pelo simples fato de eu estar compartilhando alguns salgadinhos com um novo amigo canino! Fiquei surpresa, mas logo percebí que como eu, eles também tinham uma grande afeição pelos amigos de quatro patas, ou qualquer que seja o animal. Hoje por ironia do destino, remechendo em minha bolsa encontrei um pedacinho de papel rabiscado com o endereço deste blog, acessando a pagina, ví emocionada esta mesma história relatada em lindas palavras, com o título: Francisco, Clara de Assis ou do Vale dos Vinhedos!, postada no dia 21/12/2011.
    Grata!

    • Velhinho says:

      Susi, que grata satisfação receber teu comentário. Nossa Grande Família Universal continua comparecento em nossa praia: Isso chama-se zelo do Grande Pai. Também nossos amiguinhos de 4 patas e os penosos aparecem sempre. Um dia desses nos divertimos muito com os ‘mergulhões’, aves que vivem em mais de um sistema – doce e salgado -. Em fim, continuamos por aqui: Bastante trabalho na Casa Espírita, muito facebook e muito blog. Um abraço muito carinhoso nosso prá ti, teu bebê e para todos aqueles que amas. Cláudio.

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