maxresdefault“Podereis identificar a missão da alma pelos atos e palavras, na exemplificação e no ensino da tarefa que foi chamada a cumprir (…) [deixando] em todos os seus passos o luminoso selo do bem.” (Emmanuel).

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Já dissemos aqui, reproduzindo palavras do Benfeitor Hammed, que o indivíduo que deixar de lado o “ser religioso” – seu credo, religião, filosofia – e desenvolver o “ser religiosidade” – na crença e na aplicação da Boa Nova do Mestre –, estará apto a ingressar num Planeta Regenerado e ser incluído na fraternidade, a “religião do futuro”.

Mas indivíduos que já agem dessa forma, passarão por este Planeta imunes a provas no trabalho a realizar? Imunes a provas não, pois experimentam, como todos, um corpo de carne não imune à dor. Mas totalmente à deriva de expiações porque muito pouco ou nada têm a expiar.

Tomemos como exemplo aquele que instaurou a Boa Nova: A quantos sofrimentos – provas – seu corpo de carne foi submetido! Desde o nascimento humilde na estrebaria, passando pelas necessidades físicas da encarnação e culminando com a ignomínia da cruz; todavia seu Espírito estava preparado para a missão que o Onipotente lhe reservara.

Tanto estava que implantou, através da palavra e, sobretudo dos atos, durante trinta e três anos, o melhor modelo de fraternidade, possibilitando aos homens deste Planeta atingirem a categoria dos regenerados. Foram muitas suas atitudes! Algumas:

  • “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” – aparentemente um despropósito, mas considerada a expressão como semente do amor universal, fraternidade ou regeneração;
  • “Perdoai não sete, mas setenta vezes sete vezes.” – A rota do perdão ilimitado, indispensável para a fraternidade;
  • “Fazei aos outros tudo o que desejardes vos façam.” – Regra de ouro, ética da reciprocidade, solidariedade ou o caminho do amor universal;
  • “Mulher, onde estão os que te condenaram; não os vejo aqui! Nem eu te condeno, porém vai e não peques mais.” – A compaixão vista como o caminho para o perdão sem afrouxar a reparação; e
  • “Pai, perdoa-lhes; eles não sabem o que fazem!” – Jesus, com o corpo físico dilacerado, mas ciente de sua missão ao mostrar a face elegante do missionário.

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Fraternidade e regeneração se nos apresentam como uma meta. Já que fraternidade pressupõe parceria ou cooperação, não a construiremos sozinhos. Nas lutas do dia a dia, vencendo nossas más inclinações, iremos alcançando etapas, pois que também metas são atingidas através de jornadas.

A todos que queiramos ingressar na “religião do futuro”, tenhamos em Jesus o “guia e modelo mais perfeito”, que plantou lá atrás todas as sementes da fraternidade, que irá germinar, crescer e dar frutos somente três milênios após…

Se o próprio Mestre mostra-se paciencioso na colheita dos frutos da regeneração; se espera que ela se realize através dos milênios, por que nós homens ainda equivocados desejaremos pular etapas necessárias, expiatórias e regeneradoras?

(Sintonia: 1. Questão 343 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB e 2. Cap. Afetividade de Os prazeres da alma, ditado por Hammed a Francisco do Espírito Santo Neto, 4ª edição da Boa Nova Editora) – (Primavera de 2015).

One comentário para “Fraternidade, a “religião do futuro””

  • Silvia Gomes says:

    “Se o próprio Mestre mostra-se paciencioso na colheita dos frutos da regeneração; se espera que ela se realize através dos milênios, por que nós homens ainda equivocados desejaremos pular etapas necessárias, expiatórias e regeneradoras?”

    É meu amigo! Essa nossa pressa quase sempre nos atrasa mais. Precisamos ter paciência para colher os frutos do nosso esforço, mas sem deixar de caminhar! Obrigado por partilhar fraternidade! Abraço!

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