fraternidadeA indiferença apresenta-se como o oposto da fraternidade. Se não o é, sempre estará presente nos indivíduos ainda não matriculados na sagrada escola da fraternidade.

Em linguagem muito chula, dizemos comumente: ‘Esculacha-me, mas não me fica indiferente!’ Traduzindo, desejaríamos as piores e necessárias reprimendas do que os indivíduos nos ficarem indiferentes, pois uma reprimenda (o esclarecimento ponderado) poderá levar-nos à fraternidade, ao passo que ignorarmos os indivíduos – nas boas ou más ações – não os levará a lugar algum.

Na busca de nossas hegemonias diárias, ainda muito sob a ditadura do orgulho, desperdiçamos sagradas oportunidades para depormos esse tirano – o orgulho. Visando depormos esse ‘monarca’, vejamos algumas considerações importantes no eterno duelo entre fraternidade x indiferença:

  • Pensarmos menos de forma tribal e mais de forma coletiva. Já não somos mais primitivos. O animalizado se preocupava com a sobrevivência, e a indiferença remonta àquela época. Pelo contrário, a fraternidade já faz parte de uma transição;indifereca
  • Enquanto que indiferença nos deixa na alma o gosto amargo da inutilidade, importar-nos, servirmos – a fraternidade – converge-nos ao mais alto. É muito mesquinha a indiferença e muito sublime a fraternidade;
  • Enquanto que a fraternidade nos proporciona segurança para altos vôos, a indiferença sempre será a insegurança do ‘vôo de Ícaro’, o desastrado alado da mitologia grega (veja http://www.blogdovelhinho.com.br/complexo-de-icaro/);
  • A indiferença sempre fará parte da hegemonia material do indivíduo no grupo, clube, comunidadeA fraternidade desejará o triunfo coletivo de todas as agremiações;
  • Enquanto que sempre a indiferença será motivo de repetência, a fraternidade será fator de ‘condecoração’, pois somente ela agraciará, promoverá!
  • Indiferença é igual a evidência pessoal, ego, orgulho… Importar-se é a inevidência ou anonimato no coletivo, na fraternidade, na cooperação; e
  • A indiferença é um egoísmo quase feroz, animalesco, instintivo. O serviço dos que se importam é o passaporte mais sagrado para a fraternidade, cooperação, Regeneração.

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Se for muito improvável pensarmos Regeneração sem fraternidade, será muito fácil deduzirmos que a indiferença – posto de estacionamento – lhe é totalmente oposta…

(Sintonia: questão 348 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

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