Conta-me José Carlos Leal, às pg. 13, 33, 34 e 35 de Maria de Nazaré que “naquela época, as casas de Nazaré possuíam a forma cúbica [e] eram, em verdade, grutas aproveitadas como moradia, contendo no interior, por vezes, um só compartimento, dividido em duas partes: Uma para os animais e outra para os seres humanos. Numa destas moradas, o evangelista e doutor grego Lucas encontraria Maria já de cabelos grisalhos e talvez no ocaso de sua encarnação. Nessa época Maria, Mãe do Redentor, revelaria ao literato fatos até então não contados por nenhum dos contemporâneos de Jesus. Contar-lhe-ia, com toda a sua humildade, porém com responsabilidade, do papel que lhe coubera no Plano de Salvação. Deixaria claro, também, que enquanto Jesus estava em missão encarnatória, ela precisou viver na obscuridade, mas que doravante e principalmente na espiritualidade, poderia ser co-redentora, em face da missão que o Filho lhe outorgara em sua derradeira hora…

Não me impressionam todos os títulos que a igreja Lhe concedeu; emocionam-me todos os cenários onde essas manifestações mediúnicas aconteceram e ante as ‘necessidades’ de cada público alvo: Do índio Juan Diego em Guadalupe; dos humildes pescadores do Paraíba do Sul, onde ela apareceu; dos pequenos pastorzinhos de Fátima; De Bernadette Soubirous, lenhadora de Lourdes; de Caravaggio e do consolo a Joanetta Varoli ante as opressões do marido… Ficam muito claros os pontos de convergência comuns e os auxílios homônimos.

Como ignorar, pois, o auxílio que vem por Maria? Seria como desconsiderar todos os atributos de uma mãe biológica, preocupada – e às vezes até demais – com o bem estar de todos os seus filhos, indistintamente. Sou grato, sempre à Mãe de Jesus a quem um dia fui ‘apresentado’, na distante década de sessenta… Tenho absoluta certeza que de lá para cá esse Espírito amigo não mais largou a minha mão!

(Inverno de 2012).

6 Comentários para “Guadalupe, Aparecida, Fátima, Lourdes, Caravaggio…”

  • Gentil Fabres says:

    “Maria de Nazaré, Maria me cativou
    Fez mais forte a minha fé
    E por filho me adotou…” Pe. Zezinho.
    Música da minha infãncia,quando estudava no Colégio Santa Joana d”Arc e assistíamos missas e tudo que dizia respeito a religiosidade.Era sempre muito presente a exaltação a Grandiosa Mãe de todos nós.tempos bons em que, apesar das controvérsias por ideologias religiosas( na maioria das vezes impossíveis de manisfetações), aprendíamos o valor do amor a Deus, a Maria e a Jesus.Consequentemente, aprendíamos o grande valor do respeito ao próximo. Agredeço a Deus por essa educação religiosa, que somente acrescentou certeza em minha fé, apesar de hoje ter adotado o espíritismo por religião. Abraços.

  • Carla Fabres says:

    Observação: Peço desculpas ao amigo, mas não observei e fiz o comentário com o nome do meu marido(gentil Fabres), portanto o comentário acima é de responsabilidade minha.Carla Fabres.

  • Fernanda says:

    Sempre que penso em Maria penso em um colinho e uma mão delicada a cariciar-me os cabelos.
    Lembro quando li que Maria de Nazaré cuidava dos suicidas pensei na infinita bondade do pai, pois ninguém melhor que um coração de mãe para cuidar dos mais infortunados.

  • Luiz Paulo says:

    AH! Se os homens dessem mais importância…

  • fatima says:

    “As vezes eu paro e fico a pensar, e sem perceber me vejo a rezar e meu coração se põe a cantar…” Sabes amor o quanto sou grata por tudo que és e fazes por mim, mas este foi o maior presente: o amor à nossa Mãezinha do céu…”. Que ELA te ilumine sempre. TE AMO MUITO!

  • Vera says:

    Mãezinha do céu eu não sei rezar só sei dizer quero te amar,canto mto para meus netos,obrigada por nos amar.
    Abração.

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