Crônicas diversas Crônicas doutrinárias

Heróis, heróis exóticos e heróis anônimos

Na tentativa de abordar assunto com título tão desgastado, resolvo fazê-lo em três itens:

1. Herói, no sentido mais tradicional, é o homem – ou a mulher – notável por suas qualidades extraordinárias. Neste panteão, coloco governantes iluminados, filósofos, pensadores, líderes de resistência, cientistas dedicados… Até aqui, não falei nenhuma novidade, pois esses homens sempre foram considerados modelos a serem seguidos. Chamá-los-ia, simplesmente de… heróis, se é que ser herói é uma coisa simples!

2. Vivendo momentos de extrema turbulência no quesito herói, a humanidade vem questionando valores e rejeitando-os sem muita análise. A liberdade sem responsabilidade faz com que surjam personagens exóticos, facilmente alçados à condição de heróis. Dessa forma, modifica-se drasticamente o perfil dos ‘novos’ heróis, reverenciados por fãs inconseqüentes e irrefletidos:

  • ‘Reality Shows’ apresentados por cronistas inteligentíssimos – e isto é inegável! – apresentam bizarros e exóticos ‘heróis’ inescrupulosos. A rotina de suas ‘tarefas’ apresentará intrigas, brigas, antagonismos e libertinagens. Mas o público fã, em seu frenesi os manterá no ar porque a emissora estará vendendo… Nem que seja a alma para o ‘diabo’!
  • Artistas muito belos, mas desequilibrados, são mostrados pela mídia em seu apogeu e no seu declínio, este, na maioria das vezes lamentável, mas mesmo assim noticiado, ‘renoticiado’, em reportagens requentadas que a mim me dão asco!
  • Atletas regiamente remunerados, mas com padrão de comportamento pouco elogiável. Muitas vezes a mídia evidencia mais seu comportamento do que suas habilidades: O ‘topete’ é mais importante que o futebol.

3. Há, entretanto, uma terceira categoria de heróis. Anônimos eles contribuem para a construção de um mundo melhor:

  • O jovem que diz não às drogas e à promiscuidade;
  • O estudante atento a seus deveres e que não ‘cola’, mesmo tendo oportunidade;
  • O filho que cuida dos pais idosos ou enfermos;
  • O professor que leciona com dedicação, mesmo quando mal remunerado;
  • O empresário honesto, que não sonega tributos e nem lesa seus clientes.

Vejam amigos leitores que há heróis e ‘heróis’… Lamentavelmente os tradicionais são esquecidos, os anônimos não ‘vendem’ e ainda são chamados de ‘trouxas’ e os exóticos são endeusados.

‘Hay’ que virar este jogo!

(Todas as expressões em itálico, foram retiradas do cap. Os verdadeiros heróis, do livro Momento Espírita, vol. 7, editora FEP– (Verão de 2011/12).

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