Sova_17Camuflagem é o conjunto de técnicas e métodos que permitem a um indivíduo ou objeto permanecer indistinto ao ambiente que o cerca. (Wikipédia).

Escambo significa a prática antiga de adquirir mercadorias, por troca, sem o uso de dinheiro…

“Perdoando, não mais acordamos com o ofensor em nosso pensamento, não nos alimentamos em sua presença e ele não dorme mais em nossa própria cama” (Joseval Carneiro).

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Começo pelo segundo pensamento e volto ao primeiro para tentar ingressar na idéia do autor: Muito se tem lido, falado e escrito sobre perdão; não que não seja necessário; muito pelo contrário, perdão deveria ser mercadoria adquirida por escambo; sem os recursos interesseiros, o perdão deveria ser uma troca franca e uma atividade mais freqüente na vida dos indivíduos. Um ‘prato’ que se comesse todos os dias… Se seguidamente abordo perdão, creiam-me, o destinatário principal sou eu!

Perdoar (e esquecer) deixa-me indistinto – obscuro, não evidente – àquele até então meu desafeto; como no processo de camuflagem, se virei a página, esqueci, apaguei, através de um perdão convincente, estarei não só invisível a ele, mas quites; meu outrora desafeto, segundo o autor, já não mais acordará comigo, tão pouco me alimentarei em sua presença e ele não mais dormirá em minha própria cama.1eca56a70cc9a7c6fa0a5dfb9c6c4ca1df765019

Se a primeira etapa é perdoar (de coração), orar pelo outrora desafeto, não lhe desejar nenhum mal, a segunda se estabelece naturalmente ou estarei apagando, virando a página de uma rusga talvez milenar.

A partir daí, – e aqui admito até não ter sido perdoado – passo a ficar indistinto, invisível, refratário às ações desse Espírito ‘em tratamento’. O poder do perdão me favorece com a capacidade de bloquear lembranças do ex-desafeto.

Dentre as boas atitudes diárias – benevolências, preocupar-me somente com minha vida, correção de atitudes… o perdão apresenta-se com o grande preventivo para higienização de minha casa mental. Com sua prática e todas as emanações de bons sentimentos aos outrora desafetos, aliviam-se fardos então pesados sobre os ‘ombros de meu Espírito’.

Experimentar – ou seria renovar? – a cada dia um novo propósito de boa convivência e não maledicência, tal qual uma fera que tenha que enfrentar diariamente, revigora o Espírito e o desejo de colaborar com o Planeta em sua emancipação da atual situação de Provas e Expiações.

Camuflagem-com-AnimaisA única maneira de se ficar indistinto – invisível, refratário – a um desafeto é através do canal perdão, a blindagem contra a obsessão; Através dele “cai a ficha” do opositor, encerra-se um ciclo. O perdão me dá a capacidade de me camuflar e não mais ser vítima do ‘predador’.

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O perdão, sempre que necessário, longe de ser uma “colher de chá”, é a grande chance de não me tornar a próxima vítima.

A cada dia acham-se novas formas e até poéticas para definir ou falar sobre perdão. A única forma verdadeira, porém, e a mais difícil é a sua prática… Quem me disse isso? Ninguém! Apesar de senti-la na carne ela traz satisfações!

(Sintonia: Cap. O valor do perdão, pg. 61 de O Evangelho é um santo remédio, de Joseval Carneiro, Editora EME) – (Primavera de 2013).

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