‘Busca primeiro o Reino de Deus e sua Justiça e todo o mais te será acrescentado’…

…Quando leio esta máxima Crística, ela parece meio interesseira. Estaria o Mestre me propondo, como fazem os políticos atuais, o ‘toma lá da cá’?

Não! O Mestre aqui se refere mais a conseqüências do que a interesses; ou seja, se eu agir assim ou assado, bem ou mal, com ou sem benevolência, com apego ou sem apego, me advirão tais ‘ou’ tais conseqüências. Naturalmente, meu Divino Governador e fiel depositário dos anseios do Pai a meu respeito, não estaria Se afastando da lei da causa e feito.

O Reino – com erre maiúsculo – que me está reservado é exatamente as conseqüências do usufruto que tirarei deste reino – com erre minúsculo.

Outra advertência de Jesus de Nazaré: ‘Que te adianta, pois, ganhar o mundo se vier a perder tua alma?’ Tentarei, optando por uma boa conseqüência, ‘virá-la do avesso’ afirmando que o ideal seria eu ganhar o mundo sem perder minha alma…

Ganhar o mundo é tirar o máximo de ‘bom proveito’ desse laboratório. Sem perder a alma seria eu estabelecer prioridades, ou utilizar-me de todas as suas benesses, de todos os meus relacionamentos e de todos os aprendizados, desde que todos não sejam em prejuízo de minha alma.

Coisas simples e naturais da vida me proporcionarão empreender essa busca: O sorriso gratuito, o bom dia e a boa tarde amorosos, a disposição em auxiliar, o bom uso de minhas aptidões, a minha correção de atitudes, os meus sentimentos nobres…

…Esses e tantos outros me permitirão viver neste mundo, realizando toda a sorte de ‘experimentos’, que me levem a ambicionar o Reino de Deus… Isso não é interesse; é conseqüência!

(A sintonia é do cap. Prioridade, pg. 51 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Inverno, 26º de 2012).

2 Comentários para “Interesses ou conseqüências?”

  • euridice says:

    o mal amigo querido,é que,nós somos tao imperfeitos ainda,que,inconsequentemente muitos se utilizam do “toma lá dá cá” !!! mas,tudo que realizemos,um dia,será cobrado,tendo nosso juiz nossa consciencia cheia de cobranças fortes! gostei do que deixou aqui,como sempre,abço fraterno

  • Silvia Gomes says:

    Somos ainda imperfeitos sim, mas não chegaremos nem mesmo na metade do caminho se não começarmos por estas simples e naturais atitudes;o sorriso gratuito, a saudação amorosa, a solicitude em auxiar o próximo; mesmo que em muitas ocasiões estas ações sejam vistas com desconfiança, o que é também natural no estágio em que nos encontramos.
    Madre Tereza, a de Calcutá, dizia mais ou menos assim:

    “Se você é gentil e generoso, as pessoas podem achar que você é interesseiro…Seja gentil e generoso mesmo assim.”

    Obrigado meu amigo!Belo texto!Abraço fraterno!

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