9fx8ov38oyqxabxcexybg8i53O episódio do lava pés é eminentemente apostólico/instrutivo. Em João 13, 8-9, tomando a iniciativa de lavar os pés dos seus, trava-se o diálogo entre Jesus e Pedro:

– “Jamais me lavarás os pés!…”

– “Se eu não os lavar, não terás parte comigo.”

– “Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça…”

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Necessário se diga que Jesus não conseguiria higienizar cem por cento pés ‘encascurrados’ pelo uso contínuo de sandálias na poeirenta Galiléia. Trata-se, portanto, de episódio didático.

Emmanuel dirá que queria o divino Mestre testemunhar às criaturas humanas a suprema lição da humildade [e que] na coletividade cristã, o maior para Deus seria sempre aquele que se fizesse o menor de todos. Mais adiante, que quis proceder desse modo para revelar-se o escravo de amor à humanidade, à qual vinha trazer a luz da vida.

Termos parte com Jesus: Não somos mais os iniciantes das lides Crísticas. Embora nos consideremos eternos aprendizes dele, é-nos imperiosa a condição principal do Mestre para que sejamos conhecidos como seus lidadores e aprendizes:  a de que nos amemos uns aos outros e se nos amarmos que estejamos aptos a também escravizar-nos por sua causa junto a todos aqueles que precisam ter os pés, mãos e cabeças ‘lavados.’

Conduzir pés: Quantas vezes nós e nossos irmãos andamos ‘em círculos?!’ Mas se já conseguimos experimentar caminhos retos, por que não ajudarmos a tirar nossos irmãos ‘das quebradas?’ É possível que seus pés estejam precisando da água, toalha e os calçados de nossa generosidade.

Mãos engessadas: A soberba engessa mãos. A boa vontade e humildade será sempre aquela escrava do amor que as liberará.

Cabeças lavadas: Não estamos mais sob ditaduras dogmáticas. Tão pouco, queiramos introduzi-las em nossa doutrina liberta, já que, a partir do século das luzes, – iluminismo, 1650 a 1790 – e precursor da codificação, a razão passa a não mais compactuar com dogmas. Poderemos equivocar-nos em questões doutrinárias, em direções e coordenações… mas não em fraternidade! Fé advém da razão e de obras; e para obrarmos impõe-se a virtude do humilde servir.

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Do ‘varredor’ ao diretor, quem é o maior em nossa coletividade cristã hoje? Não será o apequenado pela humildade e pelo serviço?

Queridos confrades: Que possamos lavar, diariamente, todos os pés, mãos e cabeças que sejam necessários!

(Sintonia: Questões 314/15 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, 29ª edição da FEB) – (Inverno de 2015).

One comentário para “Lava pés (considerações)”

  • Silvia Gomes says:

    “Do ‘varredor’ ao diretor, quem é o maior em nossa coletividade cristã hoje? Não será o apequenado pela humildade e pelo serviço?”
    Humildade acima de tudo, onde quer que nos situemos, aqui ou no outro plano, para fazermos o bem, tanto para o próximo, como para nós mesmos!
    Obrigado! Abraços!

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