Ao me dizer pela pena de Lucas que “muito se pedirá àquele a quem se tiver muito dado, e se fará prestar maiores contas àqueles a quem se tiver confiado mais coisas” – XII, 48 – o Mestre me dá a entender que num determinado tempo de minha vida – ou de minha ‘morte’ – alguém exigirá que preste contas de todos os meus ‘feitos’ – ou não feitos. Ou seja, alguém atuará como fiscal de todas as coisas que realizei ou deixei de realizar, ante o tudo que me foi dado administrar…

  • A um soldado, jamais se cobrará atuações de general. Todavia a este será imputado responsabilidades de todas as patentes ou da primeira graduação de praça até a última do oficialato;
  • Do prefeito de um município não se cobrarão responsabilidades de esferas federais. Mas dos parlamentares do poder central se exigirão conhecimentos de todos os círculos: Municipal, estadual, federal…
  • Do homem simples da roça poder-se-á esperar alimentos gostosos à mesa, jamais as grandes descobertas científicas de abnegados homens e de seus laboratórios; e
  • Do homem de fé recluso ao seu monastério ou da carmelita recolhida ao seu convento pode-se esperar preces, muitas preces! Difícil, entretanto, será pensá-los, com as mangas do hábito arregaçadas e participando de um mutirão…

Enfim, e como me diria ainda o Mestre, figueiras produzem figos, espinheiros espinhos… e médicos, saúde; pedreiros, casas – e de alvenaria; legisladores, leis; executivos, ações; judiciários, arbitragens; jardineiros, jardins; farmacêuticos, medicamentos…

A Lei de Responsabilidade Fiscal exige que executivos das esferas públicas municipais e estaduais somente gastem o que conseguiram arrecadar…

Não há ‘pecados’ na ignorância ou na simplicidade… Há de se esperar que eu me comporte exatamente dentro dessa esfera. A partir do momento que começo a receber informações estas exigirão que eu produza e responda já por um pouco a mais. E assim vai: Torno-me responsável por todas aquelas informações que cativo ou coleciono.

Mas, voltando à idéia primeira, na hora de minha passagem, o ‘alguém’ que me fiscalizará será o tribunal de minha consciência que se instalará como inquiridor de minhas responsabilidades. Como administrei toda a ‘verba do verbo’ que me foi passada?!

Certamente minha ‘despesa’ deverá sair exatamente de dentro de minha ‘receita’ ou meus ‘pecados’ serão analisados exatamente de acordo com minha cegueira ou visão…

(A sintonia é do cap. Tempos da ignorância, pag. 27 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera de 2012). 

2 Comentários para ““Lei de Responsabilidade Fiscal””

  • Silvia Gomes says:

    Certo amigo! A velha máxima: “Dai a César o que é de César”. Só poderemos responder por nossos próprios atos diante do conhecimento e evolução que estivermos dispostos a adquirir.
    Belo texto!Obrigado e um grande abraço!

  • Beverlee says:

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