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Ter compaixão é possuir um entendimento maior das fragilidades humanas. É quando nos tornamos mais realistas, menos exigentes e mais flexíveis com as dificuldades alheias. (Hammed).

Pessoas que dormem sob marquises ou viadutos; moradores de rua, pedintes, andarilhos, malabaristas de semáforos; cães vadios e famintos; cavalgaduras maltratadas, covardes farras a título de ‘esporte’ com touros; depredação de árvores em vias públicas e queimadas em espaços preservados ou não; rios que agonizam por receberem efluentes ou agrotóxicos e praias que recebem todo tipo de depósito de lixo, galharias, restos de construção… Todas essas vicissitudes, infelicidades, desmazelos, desleixos, abusos, inconsciências, causam naturalmente nas pessoas de bem uma profunda compaixão e geram por parte delas ações que visam minimizar tais escolhos.

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Pessoas que agem dessa forma perante calamidades que assolam a humanos e demais seres possuidores de um princípio inteligente o estarão fazendo por compaixão, visto que esta é a primeira idéia que se possui dessa virtude. Porém a compaixão está principalmente relacionada às fragilidades morais que martirizam os indivíduos.

Interdependentes, a compaixão sempre precisará da benevolência e da compreensão para que todas frutifiquem e produzam a caridade. Se a caridade é de ordem material e moral, também é muito natural que compaixão, benevolência e compreensão também o sejam. Dessa forma, é possível que um indivíduo mendigo precise de minha compaixão material e ‘também’ moral; como também é possível que outro indivíduo não mendigo esteja ‘mendigando’ tão somente uma compaixão moral.nao julgueis, atire a primeira pedra...

Os compassivos morais, porque já possuidores de uma elevação ímpar, vêem e julgam com seus atos pautados na questão 241 de O Livro dos Espíritos, ou por possuírem já a compreensão dos bem aventurados – beatos ou felizes – conseguem, independente das fragilidades humanas, espalhar um clima de justiça e paz no ambiente onde operam.

É possível que indivíduos possuidores de compaixão e da cadeia de virtudes que em torno dela gravitem, sejam reencarnações missionárias que por aí estejam em decorrência do grau de elevação que já adquiriram.

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Não há fracassos nesta operação matemática que me diz que mais com mais… dá mais: Mais boa vontade com mais compreensão com mais compaixão, sempre dará mais; muito mais caridade!

A má vontade, a intolerância e a inflexibilidade me poderão ‘autorizar’ julgamentos a indivíduos de patamares diversos… Toda a soma dessas negatividades resultará no acúmulo negativo de falta de caridade. Negativada a caridade, negativada – ou adiada – a salvação!

 (Sintonia e expressões em itálico são do cap. Compaixão, pag. 111 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Outono lindo de 2013).

One comentário para “Mais com mais dá… mais!”

  • Silvia Gomes says:

    “A má vontade, a intolerância e a inflexibilidade me poderão ‘autorizar’ julgamentos a indivíduos de patamares diversos… Toda a soma dessas negatividades resultará no acúmulo negativo de falta de caridade. Negativada a caridade, negativada – ou adiada – a salvação!”
    Lindo texto Claudio. E apropriado para a época.
    Enquanto formos intolerantes e inflexíveis em nossos julgamentos, estaremos patinando na estrada do crescimento espiritual e definitivamente estaremos longe, muito longe de seguir os ensinamentos do Divino Mestre.
    Obrigado por compartilhar! Abraços!

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