escalar-montanha-aventuraNicodemos, ou São Nicodemos, membro do Sinédrio – legislativo judaico – era um fariseu importante à época de Jesus e por diversas vezes suas vidas se cruzaram.1 Num desses encontros, conversavam sobre a necessidade de nascer de novo. Com o ‘papo’ já adiantado, o Mestre diz a Nicodemos “não te maravilhes – ou admires – de que eu te tenha dito: ‘Necessário vos é nascer de novo’” (João, 3:7). A prosa já ia pelo meio e se adiantaria até o versículo 21 quando o Mestre e o futuro santo da igreja romana falariam da ressurreição, ponto de uma das crenças fundamentais dos judeus… (ESE, IV, 16).

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Se, ainda hoje, o assunto reencarnação, – ressurreição, em crença um tanto ‘torta’ para os judeus – vidas sucessivas, revivências, causa admiração às pessoas, quanto mais há dois mil anos atrás…

Impossível entender muitos pontos da doutrina – entre eles o livre arbítrio – sem que se compreenda a necessidade das vidas sucessivas ou revivências.

Aproxima-se a hora do túmulo e os indivíduos caem em si sobre uma porção de ‘bobagens’ que fizeram nesta existência no uso de sua liberdade. Tal qual o aluno que ao ver todos os seus colegas já em férias se vê compulsado a uma segunda época por não haver aproveitado bem o ano letivo, também as almas, nesse momento, choram seus feitos ou não feitos.

Retornam ao Plano Espiritual e, ante a chance de um novo acordo reencarnatório e perante suas consciências, passam a reescrever o novo futuro, onde realizarão uma revisão com base no tempo desperdiçado e o mau usufruto de seu livre arbítrio na vida anterior. Dessa forma, ante nova dádiva, desejarão…

  • … Não mais enriquecer ilicitamente e à custa alheia, pois já perceberam que nenhuma dessas moedas transportará para a vida eterna;
  • Não mais se encantarem com cargos e encargos que somente lhes roubaram o precioso tempo de acumular “tesouros que a traça não corrói”;
  • Não mais fazer o mau uso de suas inteligências, pois ela é dádiva e instrumento de promoção individual e coletiva;
  • Não mais se dedicarem exclusivamente à meditação ou recolhimento improdutivo, fato que algemou suas mãos, pernas e pés na última vivência; e, entre outras providências, desejarão
  • Não mais realizarem práticas narcisistas, colocando o ego no centro de suas vidas, fato que os impediu de ver as realidades alheias.

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O retorno a um Planeta de Provas e Expiações é a segunda época em que o aluno precisará se dar de conta do porquê de aí estar. Se o sagrado véu do esquecimento o preserva, que verifique as evidências e os sinais a indicar em quais pontos da matéria esteve mais fraco…

Revivência é uma espécie de revisão do mau uso que se possa ter feito do livre arbítrio…

(1. Wikipédia, a enciclopédia livre. Sintonia: Cap. Ante o livre arbítrio, pg. 31, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Verão de 2014).

One comentário para “Não mais… (Livre arbítrio)”

  • Silvia Gomes says:

    “O retorno a um Planeta de Provas e Expiações é a segunda época em que o aluno precisará se dar de conta do porquê de aí estar. Se o sagrado véu do esquecimento o preserva, que verifique as evidências e os sinais a indicar em quais pontos da matéria esteve mais fraco…”
    É meu amigo Claudio! Se formos atentos evitaremos muitas “Revivências”.
    Obrigado por mais este belo e proveitoso texto! Abraços! Uma Boa Noite!

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