“Se tiver que amar, ame hoje. Se tiver que sorrir, sorria hoje. Se tiver que chorar, chore hoje… Pois o importante é viver hoje. O ontem já foi e o amanhã talvez não venha” (Chico Xavier).

* * *

Chico, como ninguém, soube valorizar seu tempo fazendo do agora o melhor momento para realizar o bem. O que é o presente se não fragmentos tomados do futuro e que, imediatamente, se transformarão em passado? Se o passado me serve como reflexão e avaliação, o futuro estará predestinado à reformatação. É no fugaz presente que se pondera o já realizado e se traçam novas metas para o futuro…

Um tanto filosófico o preâmbulo desta conversa, mas o que se deseja evidenciar aqui é que este exato momento – o presente – é a melhor oportunidade que eu possa ter para meditar sobre o já realizado e planejar um futuro: Se num passado já realizei coisas razoáveis, as tarefas a realizar poderão ainda ser melhores; se minhas pretéritas ações foram escuras, o presente é o momento de lançar luzes ao palco de minha vida para que o futuro seja claro.

Este exato momento, ou o “hoje” de Chico, é o melhor momento para que, independente de estado de saúde, humores, condições climáticas, parcerias… eu me acerte comigo mesmo:

Se o passado, mais ou menos extenso, ficou para trás e no futuro ‘muita água rolará por baixo da ponte’, o presente contraria a ambos por ser extremamente breve, fugidio e clamar, num estalar de dedos ou fração de segundos, que os indivíduos o aproveitem como sendo ele o melhor momento de suas atuais existências para a prática do ‘melhor bem’ possível:

  • Neste exato momento, – um hiato entre o passado e o futuro – faça chuva ou faça sol, calor, frio ou tormenta, cantem os pássaros ou se associem à quietude do lugar, o servir clama, se apresentando como o único imperativo para a felicidade e a alegria das pessoas;
  • Neste exato momento, independente dos laços que me unam àquela pessoa que acabo de encontrar, ela e eu seremos a grande chance um do outro: Se simpáticos, celebrar o regozijo. Se nem tanto, urge celebrar a reparação, a reformatação de que falava mais acima;
  • Neste exato momento, poderei não estar encontrando o companheiro mais agradável de todos que possuo, mas não estará nele e não por acaso a solução do embaraço que me agonia?
  • Neste exato momento estou sendo agradável na conversação que entabulei com meu interlocutor? Mostro-me desembaraçado, mas sem vulgaridade? Utilizo-me de linguajar chulo ou descomposto para chamar-lhe a atenção e dos demais que me ouvem?
  • Este exato momento poderá ser o pontapé inicial de meia hora de trabalho voluntário no qual terei a oportunidade de mostrar otimismo, alegria e entusiasmo aos que estiver servindo;
  • Neste exato momento, embora esteja eu indisponível quem bate à minha porta não me desejará disponível? Não será o que acaba de bater a solução para o meu marasmo, inatividade ou apatia?
  • Neste exato momento, aquele que eu possa considerar inútil ou fraco, não poderá estar me prestando inestimável auxílio?

* * *

Neste exato momento, – o presente transitório – indivíduos de toda a espécie baterão à porta de meu casarão antigo e empoeirado. Somente eu, neste momento exigente e de oportunidades, poderei, por dentro, abrir a porta do agora, ou no “hoje” a qual Chico se refere, para consolidar o já feito ou iniciar o que estou a dever…

(Sintonia: Cap. Preceitos de paz, pg. 113 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno de 201).

One comentário para “Neste exato momento…”

  • Silvia Gomes says:

    “Neste exato momento, – um hiato entre o passado e o futuro – faça chuva ou faça sol, calor, frio ou tormenta, cantem os pássaros ou se associem à quietude do lugar, o servir clama, se apresentando como o único imperativo para a felicidade e a alegria das pessoas.”

    Com certeza meu amigo! O melhor momento é agora… O melhor lugar do mundo é aqui! É aqui e agora que traçamos nosso destino. Utilizando o aprendizado adquirido no passado para começarmos a construção do futuro melhor que almejamos!
    Bela crônica Claudio! Grata pela partilha! Abraços!

Deixe um comentário