1º de abril. Não lhes falarei mentiras, mas a verdade de minha matéria sobre a Compreensão, publicada na RIE de abril/2012. O estudo foi exposição feita no verão 2010/11. Nele realizei um paralelo entre o capítulo Tua CompreensãoTua Casa, Ayrtes/João N. Maia – e o Poema de São Francisco de Assis. Sendo o texto muito longo, transcrevo alguns fragmentos – diferentemente do blog, na 1ª pessoa do plural. A íntegra poderá ser lida na revista ou, se o desejar, adquirida através de e-mail. Assim:

Todas as ferramentas das quais a compreensão se utiliza, levam à paz. A condescendência, a indulgência e a bondade são geradoras de luzes capazes de instalar o verdadeiro terreno fértil à transformação…

Sairíamos a catar na rua pessoas, com atitudes diversas para exercitar nossa compreensão? É evidente que essas primeiras oportunidades estão muito próximas, bem ali no ambiente de nosso lar… Quando essa compreensão estiver transbordando em nossa casa, estaremos aptos a compreender nosso vizinho, o atendente da padaria, o estoquista do supermercado, o guardador de nosso carro…

Resolvemos fazer aqui um dueto, confrontando exortações da Oração da Paz e as de Ayrtes – Condescendência, indulgência e bondade:

  • “Senhor: Fazei de mim um instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor. Onde houver ofensa, que eu leve o perdão. Onde houver discórdia, que eu leve a união. Onde houver dúvida, que eu leve a …” Os irmãozinhos que ainda odeiam a tudo e a todos, os que ofendem, os desinteligentes e os incrédulos, necessitam de nossa condescendência.
  • “…Onde houver errro, que eu leve a verdade. Onde houver desespero, que eu leve a esperança. Onde houver tristeza, que eu leve a alegria. Onde houver trevas, que eu leve a luz!” O indulto – ou a indulgência – aos nossos queridos emparelhados na caminhada que aderiram a possíveis erros, desesperos, tristezas ou enveredaram por caminhos mais estreitos é pura compreensão.
  • “…Ó Mestre, fazei que eu procure mais: Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois é dando, que se recebe. Perdoando, que se é perdoado e é morrendo, que se vive para a vida eterna!” Consolar, compreender, amar, doar, perdoar é [o] entendimento maior que nos levará a uma bondade discernida.

Diferente de simplesmente compreender, a percepção faculta-nos esquadrinhar com os olhos do coração e acionar as mãos sagradas da misericórdia [que] nos levará a uma série de atitudes todas elas conciliadas com a Paz e com o concurso de um dos seus principais componentes, a Compreensão.

 “Uma pessoa, para compreender tem que se transformar” (Antoine de Saint-Exupéry).

cvs1909@hotmail.com  (Verão de 2010/11).

4 Comentários para “Oração de São Francisco, da paz, ou, por que não, poema da “compreensão””

  • Maroísa F. P. Baio says:

    Querido amigo cláudio! ainda não recebi a RIE de abril mas quero ler seu artigo na íntegra! parabéns por mais essa realização!

  • fatima says:

    Que Jesus nos ilumine e intua, para que possamos colocar em prática todos esses ensinamentos, tão lindos, que parecem tão fáceis, mas nós sabemos como são difíceis, mas não impossíveis, graças a misericórdia Divina.

  • Carla Fabres says:

    Essa oração de São Francisco é linda por si só. Agora então com todo esse compelemento esclarecedor colocado de forma real,e tão presente em nossas ações cotidianas, nos faz realmente refletir em como agimos com tão pouca consideração com os demais e esperamos tanta consideração para conosco.. Perfeito confronto da idéia, com a ação e a suposta(nossa) intenção. Parabéns. Que Deus continue te iluminando.

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