Diria certa vez o “pai e mestre da juventude”1, São João Bosco, aos seus meninos: “Em cada manhã entregue a Deus as ocupações do dia”… É possível que o santo desejasse dizer a seus jovens e à posteridade que nem sempre o indivíduo poderia estar compenetrado em oração durante a sua jornada, mas que poderia fazer de cada atividade, se assim o desejasse, momentos de oração…

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Orar em todas as situações não foge ao recomendado por André Luiz e Chico – totalmente sintonizados com Dom Bosco – quando informam que, sendo mista a jornada das pessoas ou estando elas felizes ou em sofrimento, perseverantes, amargas, trabalhando ou desocupadas, de compleições, situação ou humores diversos, ofendidas ou ofensoras… a oração será o grande momento de Luz em suas vidas:

  • Por que não consolidar momentos felizes com a felicidade da oração. Se felizes, por que não manifestar gratidão ao Criador por esse estado de alma?
  • No sofrimento é a hora de suplicar: “Pedi e recebereis”, avalizaria o Mestre interpondo-se entre as necessidades da humanidade e os sagrados anseios do Pai para com seus filhos;
  • Se já consigo ser perseverante em algumas virtudes, a oração sempre me escudará na continuidade dessa rota;
  • Se o meu dia não for o mais doce e amarguras diversas o azedarem, certamente que meu estado de oração poderá adoçá-lo;
  • Se, mergulhado no trabalho, seja ele assalariado, voluntário, apostólico, hobby… que minha oração seja não a de mãos postas ou introspecto, mas a de mangas arregaçadas;
  • Se for eu forte ou débil, alto ou baixo, magro, gordo, moço, velho… que meu estado de oração me nivele a todos os filhos de um Pai que sabe qual a idade de cada Espírito e que este é o importante e não as aparências;
  • Que em momentos de oração, pobres ou ricos, importantes, simples ou simplórios… estejam todos igualados pelas comuns necessidades próprias do Orbe Terrestre; e que
  • Em momentos de oração estejam reunidos ofendidos e ofensores, rogando, louvando e agradecendo ao mesmo Pai. É a hora de aparar arestas. A oferta do trabalho, depositada no ‘Altar do Senhor’, terá muito mais valor se primeiro os envolvidos com a questão perdão demonstrarem boa vontade de avanços para a reconciliação.

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Ore sempre, é a orientação dos ‘santos’ de todas as épocas. Ore sempre e em qualquer situação, do despertar ao adormecer. O despertar devolve o Espírito ao corpo do trabalhador para uma jornada de parceria. No adormecer há o repouso do veículo físico e a libertação da alma para o tipo de serviço que o indivíduo desejar…

(1. Título conferido a São João Bosco pelo papa João Paulo II. Sintonia: Cap. Momento de luz, pg. 41 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Outono de 2013).

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