Para tornar minha vida mais leve, confiarei sempre o necessário, compreendendo-a como virtude imprescindível a uma progressão emparelhada.

Valorizarei médicos, benzedores, conselheiros, pretos velhos… Procurarei despir-me de preconceitos vãos quanto a batinas, hábitos, terno e gravatas, rebanhos, cleros, pastores… Procurarei extrair de cada um deles a simplicidade, a franqueza e a pureza de seus propósitos, pois, afinal, como desvendar com minha ‘vã filosofia’ os mistérios existentes entre os Planos em que vivo em alternância?

Constatarei, sim, as coisas sem, entretanto, valorizá-las em demasia a ponto que me machuquem.

Falarei muito menos, ouvirei muito mais, oferecendo minha atenção de ouvinte ante a necessidade dos falantes.

Finalmente, para tornar minha vida mais leve, permitir-me-ei  cair, levantar, retroceder, avançar, sem entretanto nunca desanimar.

Se acredito, meu amigo, que tais propósitos serão bons para mim, não posso afirmar que o serão para ti, mas, se quiseres tentar… Um bom proveito!

 (Verão de 2011/12).

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