Para tornar minha vida mais leve, insistirei, sempre em dar o primeiro passo na direção do desafeto, na certeza de que o Universo providenciará o resto;

Procurarei investir em amizades novas, sem, entretanto, desleixar aquelas do meu engajamento;

Tentarei me deliciar mais com as falas e o aroma do vento, das flores, dos pássaros, do mar e somente o suficiente com o normal aroma de meu banheiro, peculiar e particular só dele;

Procurarei, diariamente, tomar um remédio a menos – e só um! -, tentando confiar mais minha saúde à Divina Providência;

Procurarei rir de meus amigos, rir para meus amigos e, quem sabe, rir até de mim mesmo, considerando que minha simploriedade me aproxima mais da simplicidade do que da importância;

Ainda sobre simplicidade, procurarei me espelhar no Mestre que não abortava oportunidades de estar com Madalena, pescadores, cobradores de impostos, cegos, coxos, lunáticos… Ao invés de se entreverar com ditos doutores da lei, outros pseudo-sábios do templo e afins;

Em fim, para tornar minha vida mais leve, apesar de perseguir todos os propósitos do bem, me permitirei deslizes, lançando, dessa forma, um olhar de compreensão para minha fraca natureza humana.

Se acredito, meu amigo, que tais propósitos serão bons para mim, não posso afirmar que o serão para ti, mas, se quiseres tentar… Um bom proveito!

(Verão ventoso de 2011/12 – praia impraticável)

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