Jesus escreve na areia_thumb[4]O culto espírita possui um templo vivo em cada consciência. Prescindindo de [fórmulas e submissões], temos nele o caminho libertador da alma (…) na construção do mundo melhor.”

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“Não vim destruir a lei e os profetas, mas cumpri-los.” (Jesus, 30 d.C.). “Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução.” (Allan Kardec, 1861).  “Patentear-se [através do culto espírita] é conferir força e substância na própria vida.” (Chico/Emanuel, 1978).

Quando, perante a Lei, o Mestre Galileu demonstra humildade e o mestre Lionês, responsabilidade, o missionário Chico convoca a todos a se legitimarem – patentear-se – como cristãos.

Entram épocas, saem épocas, entra ano, sai ano, e os cumpridores, executores e ‘repaginadores’ da Lei Natural ou Divina se alternam na lida do combate às exterioridades, desenvolvidas em todas as épocas como se a Divindade não soubesse o que se passa no íntimo de cada indivíduo…

O Mestre Jesus, de todas as épocas, foi o maior arrojado no combate às exterioridades. Só Ele conseguiu, por exemplo, ler o íntimo da adúltera, de Zaqueu, do centurião, culminando com a derradeira que fez das almas que ao seu lado eram crucificadas.

Numa época em que os templos, paramentos, adornos e utensílios sacros eram recapados em ouro, e quando o discípulo de Pestalozzi diria que o espiritismo viria dar execução à lei cristã, deixaria claro que a doutrina compactuaria ‘com os exemplos’ do Mestre e não com irresponsabilidades que onerassem recursos de minorias.jesus_kardec_chico

Na fronteira entre os séculos XX e XXI, o missionário de Pedro Leopoldo, atento às Vozes Celestes, volta a chamar a atenção dos novos cristãos sobre a futilidade das aparências, lembrando às almas que “o Reino de Deus está dentro de vós e só será alcançado por suas obras”.

Na ocasião lembrará Chico que para patentear-se como verdadeiro espírita será necessário que o indivíduo imprima força e substância à própria vida tarefa que realizará pela força de sua interioridade e não por seus disfarces.

Conclamará a que homens, mulheres e crianças; patrões e empregados; dirigentes, legisladores e administradores; ensinantes, discípulos e colaboradores; magistrados, poetas, oradores, escritores e artistas; lavradores, comerciantes e operários… Que o verdadeiro culto espírita é aquele delimitado “por suas obras” ou pela qualidade de sua influência junto aos indivíduos.

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Cumprir a Lei, dar-lhe execução, conferir substância à própria vida, – expressões diferentes, para épocas diferentes – significam patentear-se ou se legitimar como cristão.

Autenticar-se pela fraternidade, promover a ‘quarta revelação’, impulsionar a regeneração: Simplesmente três sentimentos análogos!

Se humildade e responsabilidade registraram as segunda e terceira revelações, a quarta está aí, se definindo através da fraternidade.

(Sintonia e expressões em itálico são do Cap. Culto espírita, pg. 15, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Verão de 2014).

One comentário para “Patentear-se”

  • Silvia Gomes says:

    “Se humildade e responsabilidade registraram as segunda e terceira revelações, a quarta está aí, se definindo através da fraternidade.”
    Sem dúvida Claudio! Nada além de nossas próprias obras patentearão nosso ingresso nas fileiras do exército do Divino Mestre!
    E a fraternidade é o caminho!
    Belo texto! Belo retorno! Obrigado e uma ótima semana pra ti e pra família!

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