“A intenção é tudo” é a expressão utilizada por Kardec na questão 658 de O livro dos Espíritos, quando se reporta à oração: “A prece é sempre agradável a Deus quando ela é ditada pelo coração, porque a intenção é tudo para Ele…”

Todos os meus atos e aí incluo a prece, ao brotarem de meu coração, serão submetidos a uma triagem: A intenção de meus atos irá agradar ou ‘desagradar’ a Deus se possível fosse desagradar a Onipotência.

Minhas rogativas e todos os demais sentimentos que não ferirem a caridade tornar-se-ão agradáveis a Deus, caso contrário, em nada contribuirão na minha romaria à perfeição.

Minha mente, entretanto, através do pensamento, poderá não questionar, ‘censurar’ ou inquirir os desejos de meu coração, simplesmente os enviará, operando como um centro de mensagens…

Se eu me permitir um trabalho conjunto de coração e razão e havendo uma afinidade de ambos na direção do bem, estarei depositando no coração do Pai as minhas boas intenções.

O bem que eu realizar para alguém poderá assim não ser interpretado. Deus, porém, assim o interpretará e computará em seus Divinos Arquivos, dado minha boa intenção; e no livro crédito/débito de minha consciência lá estará registrado: Crédito!

Não posso menosprezar fórmulas de preces, caso contrário estaria relegando a um segundo plano o Pai Nosso, a Prece de Cáritas, a Oração da Paz… O que o Codificador deseja me alertar é que no momento em que ‘leio’ o Pai Nosso, o deverei recitar mais com o coração e com o pensamento do que com os lábios.

Vivendo num Planeta de Provas, a prece tem o poder de restituir a fé e a confiança aos desafetos mais ferrenhos que possa haver… Afinal, através da oração do perdão, nenhum desafeto resistirá, pois o Pai, Jesus, a Espiritualidade Amiga e as Forças da Natureza empenhar-se-ão na aproximação dos ‘estremecidos’, já que ambos fazem parte de uma mesma Natureza e de um mesmo ‘Projeto Divino’.

Cada momento de minha vida exigirá uma prece diferente: Nas mágoas, suplicarei compreensão; nas aflições, tranqüilidade; sob intensa dor, solicitarei alívio físico ou moral; nos momentos de expectativas solicitarei soluções; nas perdas, resignação; nas injustiças, avaliarei que só Deus é totalmente justo; e naqueles momentos de paz e alegria, agradecerei e bendirei ao Pai. O importante é avaliar, compreender e aproveitar o momento e desejar, de coração, compartilhá-lo com minha Divindade através da prece.

O homem de bem, aquele que retira boas coisas do bom tesouro de seu coração, em suas orações também terá boas coisas para dizer a Deus, independente da situação, pois afinal…

…A intenção é tudo para Ele…

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. O hábito de orar, pg. 113 de Mensagens de esperança e paz, de Waldenir A. Cuin, Ed. EME) – (Inverno de 2012).

3 Comentários para “Prece: “A intenção é tudo””

  • Fernanda Geri says:

    O trabalho no bem e o amor ao próximo é a oração mais agradável a Deus. Obrigada meu amigo!!

  • Carla Fabres says:

    Que a cada prece formada em nosso pensamento, possa ter origem de pura emoção do nosso coração. E que ao finalizarmos, dizendo que Assim seja conforme a Vossa vontade, que os bons espíritos possam fazer ecoar o mais próximo possível do Divino Pai, que nos responderá com amor Assim será conforme minha vontade e vosso merecimento.bjos
    Carla Fabres

  • Silvia Gomes says:

    “O homem de bem, aquele que retira boas coisas do bom tesouro de seu coração, em suas orações também terá boas coisas para dizer a Deus, independente da situação, pois afinal…

    …A intenção é tudo para Ele…”

    É isso aí meu amigo! Tudo depende de nossas intenções, pois de nada adianta recitar preces e mais preces, se nosso pensamento não consegue superar as mágoas.
    Aquela que surge espontâneamente é sempre a mais eficaz e mais sincera, mas como tu bem colocas, não podemos desprezar aquelas trazidas por Jesus e pelos espiritos amigos que nos acompanham, desde que as recitemos com fé e confiança.

    Belo texto!Obrigado uma vez mais por compartilhar suas reflexões.

    Abraços fraternos!

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