Que eu não humilhe! Possuir a força é necessário: A resistência física, a tenacidade moral, a perseverança, a força de vontade, a não deserção, a continuidade da obra… Se eu continuar perseguindo toda essa força e dela não me servir para humilhar a alguém, estarei redobrando minhas forças.

Que tu não sejas rude nem estúpido! A inteligência, o preparo, o recato intelectual; o aprimoramento moral, o ardor pelo certo, pelo belo e pelo que inspira… te farão um homem inteligente. Se possuíres todo esse prudente acervo sem seres áspero com outrem, tua inteligência estará sublimada.

Que ele não fique inerte! Possuidor de calma invejável, ponderação e equilíbrio; raciocínio ponderado; decisões conciliadas; conclusões sensatas, exaustiva e amplamente discutidas… Se ele possuir toda essa harmonia, proporcionalidade e ainda conseguir não ficar inativo e indiferente ao que o circunvizinha, sua calma agregará sempre!

Que nós não sejamos imprudentes! Sermos corajosos – ou agirmos com o coração ou ‘de coração’ – é muito mais que exercitarmos uma força física que qualquer irracional poderá ter… Se colocarmos toda essa força à disposição da comunidade e ainda não formos imprudentes no seu uso, certamente nossa força estará bem direcionada.

Que vós não sejais inúteis! Terdes um corpo perfeito, com mãos, pés, pernas e braços irrepreensíveis; olhares discretos e fala ponderada; coração compassivo e cérebro equilibrado… convoca-vos a serdes úteis serviçais do próximo. Que vós não sejais inúteis tais qual a Vênus de Milo, maravilhosamente bela diante do Mundo, mas sem braços para servir. Serdes perfeitos e saudáveis e colocardes tais predicados a serviço dos outros será a mais bela das artes perante vós e vossa Divindade.

Que eles não ajam como os incrédulos! Se já conseguiram reunir fé em Deus, no Futuro e em si próprios, manifestando-a através de suas obras… que não a azedem utilizando intolerâncias com aqueles que ainda claudicam na confiança. Se eles já possuem fé e a exercitam através da tolerância esta lhes dirá que sua fé tem valor…

* * *

Eu, tu, ele; nós, vós, eles… Utilizei-me aqui de pronomes no singular e no plural e certamente quebrei o protocolo da escrita, tornando-a híbrida. Utilizei-me, ainda do presente do subjuntivo negativo para alertar a mim – a mim, a ti, a eles… da necessidade de não renegar a idéia de que existem patamares e dentro deles degraus evolutivos. Que o homem poderá ter adquirido uma vasta bagagem e que essa não o impeça de viver com humildade junto a indivíduos de diferentes culturas, aprendizados, credos, crenças e gostos.

(Sintonia: Cap. Rogativa do servo, pg. 93 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno de 201).

2 Comentários para “Presente do subjuntivo negativo (Rogativas)”

  • Silvia Gomes says:

    Linda crônica Claudio!
    Podemos possuir todo o conhecimento possível, todas as virtudes imagináveis pela nossa consciência ainda limitada pela existência neste Orbe, mas se não tivermos ‘AMOR’, absolutamente ‘NADA’ seremos!

    Obrigado pelo teu belo trabalho! Abraços Fraternos!

  • Elci Senna Mano says:

    Amei a crônica, Claudio! Como o mundo precisa de humildade! Como é gratificante ver uma pessoa “importante” na hierarquia do nosso mundo que trata o próximo como seu irmão! Imediatamente se entende que no patamar evolutivo a sua colocação é de topo. Abraço, amigo!

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