Às vésperas de comemorarmos mais uma Data Magna da Cristandade, questionamos nossa compreensão sobre o evento…

Ao anunciar-nos que “acabara de nascer-nos o Salvador”, o Emissário Celeste dá-nos a compreender que o Professor chegava Pessoalmente e não ministraria nenhuma lição, mas a mostraria através da manjedoura, da estrebaria e dos espectadores, humildes pastores de bois, cabras e carneiros.

No anonimato até os trinta anos, a partir daí esse Professor passou a nos ditar matérias, umas lógicas, outras paradoxais:

“… ninguém vem ao Pai, senão por Mim…”;

“Eu sou a Luz que vim ao mundo…” – luz é um roteiro e o melhor é o exemplo;

“Amai os vossos inimigos… orai por eles”.

E o Mestre desejará que assimilemos suas Divinas Matérias, ministradas da manjedoura ao Gólgota, quando diz a Dimas: “Hoje estarás comigo no paraíso…”, demonstrando-lhe benevolência ante seu contrito arrependimento, compreensão e boa vontade.

E nós, por aqui domiciliados temporariamente, cercados de professores inativos e ativos, entendemos que o que eles mais desejam, em seu ministério, é que seus discípulos assimilem suas lições de linguagem, matemática, ciências… Realizar-se-ão com seus pupilos escorregando para a glória.

Nosso Divino Professor sentir-se-á regozijado se, às vésperas de data tão superior, entendermos sua lição maior: Que Ele nasceu para nós, que seu nascimento nos diz respeito, nos atinge, nos afeta e, sobretudo, nos convoca.

(Subsídios: Lucas, II, 10 e XXIII, 43; João, VIII, 12 e XIV, 6;  Mateus, V, 43; Vinícius, Na Seara do Mestre).

Desejo a todos os meus leitores os melhores votos de um Natal com muitas luzes no coraçãozinho de cada um… Que o mesmo lhes sirva de meditação e de regozijo junto às suas queridas famílias.

(Primavera de 2010, preparando um estudo sobre Natal).

7 Comentários para “Professsor, da manjedoura ao Gólgota”

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