porcentagem“… As virtudes do Cristo [são] progressivas em cada um de nós. Daí a razão de a graça divina ocupar a existência humana ou crescer dentro dela, à medida que os dons de Jesus, incipientes, reduzidos, regulares ou enormes nela se possam expressar.” (Emmanuel).

Mesclando o profano ao sagrado, numa época em que aqueles discutem seus percentuais de ‘anjo e vagabundo’ e sem imiscuir-nos em tais catalogações, consideramos aqui tão somente as classificações sagradas ou quanto por cento os dons de Jesuspossam em nós se expressar…

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Atribuindo para incipientes, reduzidos, regulares ou enormes valores relativos entre 0, 25, 50 e 75%, respectivamente, é possível avaliarmos o quanto já estamos engajados aos dons desse Mestre que não só anunciou seus postulados amorosos, mas que os praticou e nos convocou – a todos! – a que o seguíssemos e, a partir de simples e ignorantes, perseguíssemos os percentuais maiores da transformação.

Tudo o que temos realizado nos possíveis milênios de nossas alternâncias entre a vida espiritual e corpos de carne adequados a novas experiências é sem dúvidas a perseguição dessa meta: Expressarmos em nossa vida, parcelada pelas revivências, os sagrados dons do Mestre e Governador que esteve a nos inspirar antes da manjedoura, através dos profetas antigos; ‘pessoalmente’, durante sua encarnação missionária; e novamente em Espírito e em Verdade, após o Gólgota, através de todos os novos profetas e com o advento dele próprio, o Espírito de Verdade.

É incessante a busca de um percentual satisfatório; ou índices de evolução dos indivíduos: Se nalguns ele ainda se mostra incipiente ou reduzido, noutros se mostrará regular ou enorme, pois possuem as criaturas a liberdade de evoluírem lenta ou rapidamente.

“Pois que tem a liberdade de pensar, tem também o homem a liberdade de obrar”, reza a questão 841 de O Livro dos Espíritos, nos lembrando que nossa alma imortal, Espírito milenar, não só nestes dois milênios de Cristianismo, mas possivelmente antes do Cristo encarnado, sempre se digladiou consciencialmente entre o bem e o mal ou, entre estes dois, pensou e obrou dentro de infinitas possibilidades, ora avançando mais ou menos rápido, ora estacionando, pois que entre o bem e o mal está o meio-bem que não nos permite adiantar-nos…

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Quanto por cento, então… 25, 50, 75%? O aproveitamento dos dons do Cristo nos revelará o quanto que já estamos de posse da graça divina. Que não tenha nossa evolução sobressaltos, pois milênios de velhos cacoetes morais precisam ser corrigidos lentamente. Emmanuel nos recomenda tomarmos nosso lado bom e moldá-lo às perfeições do Mestre, gradualmente e sem intervalos na determinação, para podermos de consciência pura responder à questão não em números, mas com simplicidade, responsabilidade e honestidade: ‘Tudo o quanto nos foi possível, até agora!’

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 25 Nos dons do Cristo, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Verão de 2016).

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