felicidade1“… A inteligência não exerce papel preponderante na felicidade, mas a religiosidade das pessoas afugenta o desespero, incrementa a esperança e colabora para a felicidade”. (Martin Seligman, Felicidade autêntica).

Enquanto o ter uma religião poderá ser tão somente um rótulo, uma ‘marca de fantasia’ a religiosidade é o exercício efetivo, a substância, a essência ou o ‘sal’ dessa marca. Alegoricamente, “Sinvascor” é a religião – católica, evangélica, kardecista, luterana, anglicana… e “sinvastatina” é a religiosidade ou a substância que efetivamente combaterá os níveis de ‘lipídios da acomodação’ que teimo em armazenar em minha vida…

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Se a religiosidade pressupõe ações efetivas de um indivíduo dito religioso, está muito claro que essas ações influenciarão diretamente na minimização de desesperos, devolvendo as esperanças e contribuindo para a felicidade de outros indivíduos até então desligados dessas felicidades. São indivíduos “religando” (do latim religare/religião, amarrar) outros indivíduos através de suas benevolências.xande-nc3adger

Quem pratica tais ‘amarrações’, reservará menos tempo para as próprias infelicidades, pois estará muito ocupado com a felicidade alheia…

Se, declarar-me kardecista pode não significar muito, todas as ações resultantes desse rótulo e que promovam a felicidade, dirão tudo e validarão essa minha ‘marca de fantasia’.

Quando tristezas, angústia e raiva representam emoções que invalidam a minha religião, tolerância, mansuetude e interação social produtiva são sentimentos que me legitimam como um religioso; estarei sendo a “sinvastatina” a enxugar as ‘gordurinhas’ que me impedem de ser e fazer feliz!

(Imagem 2: Alexandre Canhoni (Xand), ex-paquito, hoje missionário no Níger – Sintonia: Cap. Ser feliz, pg. 77 de O Evangelho é um santo remédio, de Joseval Carneiro, Editora EME) – (Primavera quente de 2013).

One comentário para “Religiosidade, felicidade, sinvastatina…”

  • Silvia Gomes says:

    “Quando tristezas, angústia e raiva representam emoções que invalidam a minha religião, tolerância, mansuetude e interação social produtiva são sentimentos que me legitimam como um religioso; estarei sendo a “sinvastatina” a enxugar as ‘gordurinhas’ que me impedem de ser e fazer feliz!”
    Bela alegoria Claudio! Dá bem a dimensão do que precisamos para realmente seguir os ensinamentos do Mestre e darmos sentido à vida! Obrigado e uma ótima noite pra ti e pra família! Abraços!

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