Quando completei meus 15 anos – e isso lá vai bastante tempo! -, estando ainda no seminário dos Salesianos, internato rigoroso, resolvi escrever uma mensagem atrás de uns santinhos para dar de lembrança a alguém… Mas para quem daria, visto que eu era meio solito no mundo? Uma dessas lembrancinhas acabou me acompanhando até o tempo em que conheci minha amada. Ela e eu nunca esquecemos da mensagem que estava escrita no verso do pequeno papel – talvez uma graciosa imagem de Nossa Senhora -… Dizia assim: Devemos ter um coração aberto para sentir o que se passa com nosso irmão e o que o faz chorar à noite.

Não tenho a menor idéia do autor de verdade tão verdadeira, mas o fato é que a máxima ficou em minha memória e, mais ainda, na memória de minha velhinha.

Sem a sensibilidade, jamais acionarei essa carga principal que deflagra o amor, a caridade, a fraternidade. E esta última tag – a fraternidade – é extremamente caprichosa e estabelece exigências tais quais sejam: Me aperceber da ausência de um confrade do meio onde ombreio; em me apercebendo, ligar para esse amigo procurando inteirar-me do ocorrido; saber se sua dor é física ou moral. Essa fraterna curiosidade deverá tomar conta de mim, mesmo que, para isso tenha que largar o livro que esteja lendo, meu hobby favorito ou até… Meu evangelho. Em fim, procurar saber o que se passa com meu irmão… Talvez ele esteja chorando à noite! (Primavera, já quente de 2011).

5 Comentários para “Sensibilidade, estopim que deflagra o amor”

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