“[… Desejar] não basta à realização. Tudo, nos círculos da Natureza, obedece a espírito de seqüência.” (Emmanuel).

* * *

Entre o desejar e a realização há uma série de etapas que exigem continuidade.

A mãe Natureza é exemplo de seqüência: entre a semente pequenina e a safra, há etapas sucessivas importantes; entre a nascente e a grande catarata, foz ou delta, quantas peripécias das águas!

Jequitibás, oliveiras milenares, cedros majestosos, um dia foram frágeis; formações rochosas precisaram de sucessivos abalos das camadas da Terra; tubarões, elefantes e cavalos estupendos vieram de minúsculas células.

São os grandes ensinamentos da Mãe ao homem, aprendiz das questões morais:

Não trabalhamos porque somos santos; buscamos santidade através do trabalho; não somos, ainda, curadores: curando-nos, na seqüência, poderemos sê-los!

Afastando-nos do inferior, compreenderemos o conhecimento superior; nossas edificações espirituais ainda estão na base: desta para cima, tudo é continuação.

Sempre que não obedecermos a seqüências, nossos projetos ruirão; lanços precisam ser cumpridos!

* * *

A fábula dos três porquinhos é educativa: as casas construídas com palha e madeira foram vulneráveis. Mas o projeto da casa de tijolos salvou os três irmãos da fúria do lobo mau: nas duas primeiras não houve planejamento nem seqüência que lhes desse segurança; na terceira houve planejamento, previdência e seqüência!

Todos os grandes projetos incluem a humildade de certas tarefas: estas estão incluídas numa seqüência. Ou, pequenas tarefas, bem realizadas, são chamariz para grandes triunfos.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 118 Em nossas tarefas; 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2017).

Deixe um comentário