Convivo, freqüentemente, com pessoas – amigos, conhecidos – totalmente fóbicos a povo; se defendem alegando não desejarem se comprometer ante os perigos que a sociedade possa lhes oferecer: Pertencem essas pessoas ao ostracismo – de ostra, fechados.

Convivo, também, com pessoas que gostam de se relacionar; sentem-se bem entreveradas à sociedade, visto esta não lhes causar repulsa: Pertencem essas pessoas ao grupo das sociáveis.

O Mestre – e por isso é O Mestre – é sempre o melhor roteiro: No ostracismo até os 30 anos, a partir daí utilizou o povo como sua ferramenta principal, ou seja, sentia-se bem em sociedade, trabalhava em cima dela. Junto ao povo, não fazia distinções, todos eram suas ovelhas.

Onde estou querendo chegar?

Não considero o ostracismo saudável… Existem, é lógico, aqueles momentos de silêncio, de reflexão, de conversa com meus pensamentos: Nesses momentos a Espiritualidade – e verifiquem que aqui a coloco com E maiúsculo – poderá me intuir com idéias saudáveis, resultando daí máximas, admoestações, conselhos úteis que, lógico, possuo o dever de passá-los adiante.

Mas é em sociedade que as idéias irão explodir: Aqueles com os quais convivo sempre me proporcionarão ‘deixas’ e essas gerarão assuntos. Ou seja, meu interlocutor dirá uma palavra ou uma frase que poderão gerar uma matéria inteira. Um fato, uma situação vivida num determinado grupo poderá descortinar uma história interessante. E contar histórias é uma de minhas missões.

Recolhimento, reflexão – quase ostracismo -, de quando em vez é bom… Sociedade é muito melhor: O campo das idéias, aqui, é por excelência! 

(Primavera, quente, de 2011).

2 Comentários para “Sociedade, ostracismo e as idéias”

  • Clarinha says:

    Convivo com a maioria das pessoas por obrigação e tenho a impressão que a grande maioria apenas me atura e atura aos outros, sim pois se “gostam do convivio social” e ao dar as costas ficam de falatório… bando de hipócritas!! O lado bom pra mim é tentar não fazer igual, fico no ostracismo com a grande maioria, trabalho pouco a pouco meu espírito e espero anciosa o dia em que terei méritos para desfrutar de uma sociedade amorosa, sincera, igualitária, harmoniosa, pura, saudável, deliciosa, organizada, perfumada, climatizada… 🙂 Bjos meu Velho!

  • Clarinha says:

    Que fique claro que há ‘algumas’ pessoas que convivem muito bem em sociedade e não fazem parte do ‘bando’ mencionado 😉 mas para isso é preciso muita evolução, muito muito muito amor e muita capacidade de perdoar, para não viver machucado!

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