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… Somos, verdadeiramente, o que sentimos. [Eles, os sentimentos] revelam nosso desempenho no passado, nossa atuação no presente e nossa potencialidade no futuro.

Qual o sentimento que me acometeu ante o recente episódio de uma mulher espancando um filhote com 40 dias da raça poodle e ainda ensinando seu filho a fazer o mesmo? Poderei achar que a mulher é simplesmente malvada, como poderei julgar que ela, temporariamente ou definitivamente desequilibrada, necessita de um acompanhamento psiquiátrico. Então, que sou eu perante esse fato? Sou o produto de um sentimento que minha independência me autoriza a ter e de uma maneira só minha. Meu julgamento poderá desnudar um conjunto de conceitos que já reuni, revelará o que sou hoje e que tipo de acervo eu quero continuar ‘juntando’ para meu futuro…

* * *

Posicionar-me contra ou a favor de determinado tema não fará de mim nenhum criminoso; precisarei entender, entretanto, é que tais posicionamentos, independentes, livres, formarão o meu perfil. Fugindo a todos os dogmatismos precisarei entender, também, que naturalmente as verdades sobre determinado assunto sempre convergirão para o consenso. Se minhas verdades se aproximarem o máximo possível da natural concordância, é possível que meu passado, presente e futuro estiveram, estão e estarão adeqüadamente amparados pela Natural Lei…

Voltando ao poodle: Evidentemente a primeira reação da maioria foi uma indignação. Passado o primeiro momento, analisado o caso e para que não acumule sentimentos de injustiça ao perfil que construo através de minhas vivências, precisarei rever meu julgamento e aceitar a possibilidade de insanidade da agressora.

A convivência difícil de hoje me aponta todos meus maus feitos de outrora e a oportunidade de construir um futuro melhor: Meu esforço e boa vontade de hoje, asPadrão-de-beleza-Aceitação emanações de carinho, respeito, prece e súplicas por remissão a todos eles são o ‘ponta pé inicial’ de um trabalho que será completado pelo Universo, pois reabilitados os sentimentos hoje, preparado estará o amanhã!

Através da emoção, indivíduos ‘são movidos’ a demonstrar por diversas formas sua conformidade ou inconformidade com os fatos: Um indivíduo poderá chorar de emoção perante um acontecimento edificante e outro poderá chorar de tristeza ante um episódio que o magoe ou contrarie. Lágrimas não são atributo, privilégio ou reações – como queiram adjetivar – relativos tão somente a homens ou mulheres, mas terão o poder de revelar uma pretérita parte desses indivíduos e confirmar que o [mesmo] Espírito que animou o corpo de um homem, em nova existência, pode animar o de uma mulher, e vice-versa e que essas impressões acompanharão os Espíritos em suas novas jornadas, influindo na construção de seus perfis. (Questão 201 de O Livro dos Espíritos).

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Aceitação, pag. 205 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Outono frio de 2013).

One comentário para ““Somos o que sentimos””

  • Silvia Gomes says:

    “Posicionar-me contra ou a favor de determinado tema não fará de mim nenhum criminoso; precisarei entender, entretanto, é que tais posicionamentos, independentes, livres, formarão o meu perfil. Fugindo a todos os dogmatismos precisarei entender, também, que naturalmente as verdades sobre determinado assunto sempre convergirão para o consenso. Se minhas verdades se aproximarem o máximo possível da natural concordância, é possível que meu passado, presente e futuro estiveram, estão e estarão adeqüadamente amparados pela Natural Lei…”
    Verdade, meu amigo!Embora atualmente seja meio complicado opinar, já que o consenso é um tanto contraditório, nestes tempos de ditadura da mídia e seus valores materialistas e imediatistas. Mas o que importa é que nosso espírito é livre e independente, para sentir se posicionar e progredir. Obrigado mais uma vez pela partilha! Abraços fraternos!

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