photo“O orgulho e o egoísmo têm a sua fonte num sentimento natural: o instinto de conservação. Todos os instintos têm sua razão de ser e sua utilidade, porque Deus nada pode fazer de inútil. Deus não criou o mal; foi o homem que o produziu pelo abuso que fez dos dons de Deus, em virtude de seu livre arbítrio. Esse sentimento, encerrado em seus justos limites, portanto, é bom em si; é o exagero que o torna mau e pernicioso…” (Allan Kardec, Obras Póstumas, 1ª Parte, O egoísmo e o orgulho, § 3º).

Passados 148 anos (no mínimo, pois Kardec escreveu isto ‘em vida’), conseguimos enxergar no texto uma linguagem atual. Não se trata de obra ‘ditada’ por Espíritos Superiores, mas de autoria da ‘anima’ do Codificador. E com isto conseguimos entender a sua também Superioridade.

Continuará o ilustre Lionês, na mesma obra: “… Ocorre o mesmo com todas as paixões que o homem, frequentemente, desvia de seu objetivo providencial. De nenhum modo Deus criou o homem egoísta e orgulhoso; criou-o simples e ignorante; foi o homem que se fez egoísta e orgulhoso, exagerando o instinto que Deus lhe deu para sua conservação. Os homens não podem ser felizes (…) se não estão animados de um sentimento de benevolência, de indulgência e de condescendência recíprocos, (…) enquanto procurarem esmagar uns aos outros…”

Entendemos que nosso orgulho, vaidade, inveja e até egoísmo, originalmente tinham (e têm) ‘pitadas’ de bons (ou de úteis). Desenvolvemos nossa inteligência e utilizando nossa liberdade os transformamos em ‘picaretagem’; passamos, com esta, a nos “esmagar uns aos outros!”

* * *

Por entendermos que: Espíritos Superiores se manifestam em uma mesma linguagem, também superior; esses Iluminados não se contradizem; alguém seria ‘escolhido’ pelo Espírito de Verdade para ombrear a codificação; e que o ‘predileto’, para a época seria Allan Kardec… somos obrigados, não a reconhecer, mas a testemunharmos sua Superioridade de Espírito.

(Outono de 2017).

Deixe um comentário