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A vida, além de um imbróglio é um embrulho… Recebemos o pacote que poderá estar com um papel muito dourado ou enrolado num papel de jornal! Esquecemos, mas a verdade é que a escolha do papel foi nossa. Então nós apalpamos, apalpamos o pacote, tentando adivinhar seu conteúdo. A surpresa está dentro… Hay que vivir!

As reticências, aqui, escancaram o que desejo abordar. Sempre ouvi dizer que a vida imita a arte e vice-versa. Que vida é essa que querem me mostrar alguns literatos de meu País? A de uma jovem de 17 anos que passava os dias a chorar e depois entra em coma por tempo indeterminado? A de uma mãe destrambelhada e preconceituosa e que faz distinções entre as próprias filhas, por uma lhe dar lucro e a outra ser especial? A de uma mesma mãe que comete o crime de falsidade ideológica ao registrar sua neta como filha? A de um homem que se sente fracassado – e assim o é considerado pelo irmão – por ser professor universitário de sociologia? A de uma mulher autoritária que rejeitou uma filha, coisa que os próprios animais fazem raramente? Que outras vidas ainda nos mostrarão, sendo que esta obra está apenas começando? Se, realmente, a arte imita a vida, que raios de arte é esta? Julgo que as barbaridades estejam só começando… Virão mais por aí! Não me iludo: A minha vida e a de pessoas sadias, não é isso. (Primavera de 2011).

– Morrie Schwartz – “A vida é uma série de puxões para frente e para trás. Queremos fazer uma coisa, mas somos forçados a fazer outra. Algumas coisas nos machucam, apesar de sabermos que não deviam. Aceitamos certas coisas como inquestionáveis, mesmo sabedo que não devemos aceitar nada como absoluto. Tensão dos opostos, como o estiramento de uma tira de borracha. A maioria de nós vive mais ou menos no meio…

– Mitch Albom – E que lado vence?

– Morrie Schwartz – O amor vence. Sempre.”

(A última grande lição, Mitch Albom, pg. 36).

Minha vida – a atual –, entre as que já vivi e viverei é a minha preferida… Porque vivida hoje e exatamente dentro de minha lucidez, é cheia de oportunidades. As que ficaram para trás, o véu do esquecimento delas tomou conta. E, de mais a mais, desta dependerão as que, dentro da Bondade Divina virão. (Primavera de 2011).

A vida é um impetuoso atropelado de dias… Resolvi dividi-la por estações, pois dessa forma me parece que se extinguirá com mais leveza; primavera, verão, outono, inverno são marcadores mais razoáveis ante a frenética pressa tanto da existência como da minha necessidade de reforma. Utilizando essas estâncias, pulo duma e… Embarco na outra e assim vou me safando de estorvos a uma mudança que clama como necessária. (A propósito… Primavera – e já quente – de 2011).