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Shrek-eo-Burro-Shrek-Forever-After-e1393431469822[Incontestável] lei de trabalho rege o Universo. O movimento e a ordem, na constância dos benefícios, constituem-lhe as características essenciais. Há, porém, milhões de pessoas que se sentem [destituídas] da glória de servir.” (Emmanuel).

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Começaremos nossas considerações pelo final: criados simples e ignorantes, nossos Espíritos atingiram considerável grau de progresso intelectual; isto não significa que o progresso moral o tenha acompanhado. Como, em nenhum momento, o Pai subtraiu de nossos Espíritos a liberdade das escolhas, à medida que fomos evoluindo intelectualmente, arbitramos livremente em destituir-nos da glória de servir. Entre a tolerância, o respeito e o serviço, optamos pela inflexibilidade, desdém e o desamparo…

Esquecemos, dessa forma, lições dos seres e objetos considerados ininteligentes – será que o são?! – de Seu Universo: observantes fiéis de movimento e ordem, sol, verme, aragem, água, árvore, animal… esses ‘ininteligentes’ cumprem funções específicas no Planeta Terra, a serviço de todos os homens, indistintamente; aos que servem ou não.

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Pergunta: Estamos, então, perante um absurdo, pois seres inteligentes são descompromissados e os ditos ininteligentes, abnegados servidores?

Resposta: Não e sim! Porque inteligentes e ininteligentes são regidos pelo sexto atributo de Deus, Soberanamente bom que nos dá, além do livre arbítrio, o concurso dos seres menores; temos a liberdade de servir ou não. Mas, também, e antes, Soberanamente Justo; e as Leis ordenadas de Seu Universo cobrarão de nossas consciências, a conta do desserviço, da intolerância e do desdém.

(Sintonia : Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 80 Corações cevados; 1ª edição da FEB) – (Verão de 2017).

mulher-pensando“[Indivíduos há que] pedem o milagre das mãos do Cristo, mas não lhe aceitam as diretrizes (…). Suplicam-lhe as bênçãos da ressurreição, no entanto, odeiam a cruz de espinhos que regenera e santifica.” (Emmanuel). Sim, desejamos milagres; mas repugnamos nossa cruz!

Conta-se que no sermão do monte, cinco mil, entre crianças e adultos, foram saciados com pães e peixes. Dentre eles, muitos foram beneficiados com curas, milagres, imposição das mãos. É possível que a mesma multidão, no julgamento do Mestre, bradasse no Sinédrio: Crucifica-o! Crucifica-o! É possível, também, que por lá estivéssemos… Sim, desejamos a saciedade de nossas necessidades; mas, tal qual o restante dos leprosos e os que vociferaram, crucifica-o, somos ingratos!

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Na vida desejamos a colaboração de todos, mas ainda não nos propusemos cooperar cristãmente. Sim, queremos ajudas; mas, contribuir para que?

Já sabemos que na Casa Espírita estão todos os Iluminados dispostos a nos ajudar em nossas necessidades mais particulares. Sim, já sabemos; mas, para irmos até lá está frio, ou calor, ou chovendo, ou ventando, ou!…

A instituição reclama os serviços com os quais nos comprometemos, nossa assiduidade, pontualidade, responsabilidade. Sim, até lembramos isso; mas a nossa rodada do futebol é mais importante!

Sabemos como é edificante a vanguarda, nossa evolução e aprimoramento. Sim, disso temos conhecimento; mas a retaguarda do estacionamento nos é mais cômoda; possui maiores atrativos!

Suspiramos pela melhoria das condições em que nos agitamos. Sim, suspiramos e reclamamos; mas ainda não queremos emprestar-lhe nossos talentos e faculdades!

Desejamos as boas influências e as melhores inspirações dos Benfeitores Celestes. Sim, aspiramo-las; mas ainda nos ‘escurecemos’ junto aos duvidosos e pouco iluminados!

Gritamos aos quatro ventos que a Nação está mal, que as autoridades são corruptas. Sim, gritamos; mas ainda não abandonamos nossos pequenos (e grandes) maus hábitos, prevaricações, adultérios diversos!

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Sim, já sabemos que coerência, transparência, aprimoramento, vontade, ajudas, fé, consolos, entendimentos, perseverança são todos atitudes do cristão; mas vacilações, desconfianças, máscaras, inconsistências, estacionamento, desajudas, indolências, desesperanças, rusgas, deserções, ainda nos aprazem por demais!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 36 Afirmação esclarecedora, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).

madreterezaDidaticamente, diz-se que combustível é toda a substância capaz de gerar uma energia na forma de calor, chama ou gases, transformados em potencial capaz de movimentar algo…

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Analisando os diversos e mais nobres predicados dedicados à abnegação, quais seja altruísmo, dedicação, desinteresse, desprendimento, desvelo, devotamento, sacrifício, generosidade, renúncia… chega-se à conclusão que abnegação será sempre o combustível que move ou estabelece a fraternidade. Não pode, portanto, a fraternidade manifestar-se sem a abnegação, pois quem coopera cede sempre alguma coisa de si mesmo, dando testemunho de abnegação.

Uma cooperativa – e a fraternidade é uma – sempre será alimentada pela colaboração do potencial de cada ‘associado’; será a parte ou a doação de cada um para o bem do todo: Imaginemo-nos ao redor de uma agradável fogueira onde todos os beneficiados a alimentam cada um com sua achinha de lenha…

… Abnegação será essa doação, ou a achinha de cada um que irá aquecer o todo; o combustível que irá manter o fogo aceso.

A mesma fogueira ficaria desabastecida – sem combustível – no momento em que todos os indivíduos desejassem usufruí-la, mas negasse cada qual sua achinha de lenha. Seria o ego ou o personalismo de cada um se sobrepondo à generosidade, à doação, à colaboração… necessárias a manter a fraternidade acesa.

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A sinceridade sempre será o atributo que legitimará tal entrega, tornando verdadeira a cooperação.

(Sintonia: questão 350 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

1920324_637222166351786_1355152769_nO melhor play ground ainda é o colo da mãe…