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… Somos, verdadeiramente, o que sentimos. [Eles, os sentimentos] revelam nosso desempenho no passado, nossa atuação no presente e nossa potencialidade no futuro.

Qual o sentimento que me acometeu ante o recente episódio de uma mulher espancando um filhote com 40 dias da raça poodle e ainda ensinando seu filho a fazer o mesmo? Poderei achar que a mulher é simplesmente malvada, como poderei julgar que ela, temporariamente ou definitivamente desequilibrada, necessita de um acompanhamento psiquiátrico. Então, que sou eu perante esse fato? Sou o produto de um sentimento que minha independência me autoriza a ter e de uma maneira só minha. Meu julgamento poderá desnudar um conjunto de conceitos que já reuni, revelará o que sou hoje e que tipo de acervo eu quero continuar ‘juntando’ para meu futuro…

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Posicionar-me contra ou a favor de determinado tema não fará de mim nenhum criminoso; precisarei entender, entretanto, é que tais posicionamentos, independentes, livres, formarão o meu perfil. Fugindo a todos os dogmatismos precisarei entender, também, que naturalmente as verdades sobre determinado assunto sempre convergirão para o consenso. Se minhas verdades se aproximarem o máximo possível da natural concordância, é possível que meu passado, presente e futuro estiveram, estão e estarão adeqüadamente amparados pela Natural Lei…

Voltando ao poodle: Evidentemente a primeira reação da maioria foi uma indignação. Passado o primeiro momento, analisado o caso e para que não acumule sentimentos de injustiça ao perfil que construo através de minhas vivências, precisarei rever meu julgamento e aceitar a possibilidade de insanidade da agressora.

A convivência difícil de hoje me aponta todos meus maus feitos de outrora e a oportunidade de construir um futuro melhor: Meu esforço e boa vontade de hoje, asPadrão-de-beleza-Aceitação emanações de carinho, respeito, prece e súplicas por remissão a todos eles são o ‘ponta pé inicial’ de um trabalho que será completado pelo Universo, pois reabilitados os sentimentos hoje, preparado estará o amanhã!

Através da emoção, indivíduos ‘são movidos’ a demonstrar por diversas formas sua conformidade ou inconformidade com os fatos: Um indivíduo poderá chorar de emoção perante um acontecimento edificante e outro poderá chorar de tristeza ante um episódio que o magoe ou contrarie. Lágrimas não são atributo, privilégio ou reações – como queiram adjetivar – relativos tão somente a homens ou mulheres, mas terão o poder de revelar uma pretérita parte desses indivíduos e confirmar que o [mesmo] Espírito que animou o corpo de um homem, em nova existência, pode animar o de uma mulher, e vice-versa e que essas impressões acompanharão os Espíritos em suas novas jornadas, influindo na construção de seus perfis. (Questão 201 de O Livro dos Espíritos).

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Aceitação, pag. 205 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Outono frio de 2013).

“… Contentar-se com sua posição, sem invejar a dos outros [é haurir] nisso uma calma e uma resignação” – (ESE, cap. V, item 13).

Imagine-se uma mulher ou um homem que somente se preocupou com sua aparência física. Sempre fez disso seu alpinismo social e nunca se preocupou em aliar à beleza física o acervo intelectual e moral. Suas amizades sempre foram co-relacionadas e colecionadas ao seu ‘estilo’ e as que não se moldaram, foram excluídas… Passados os anos e com o advento da falência dessa casca buscará essa pessoa em maquiagens, máscaras, recursos cirúrgicos, massagens… a solução para o seu ‘mal’. Em vão! Nos primeiros procedimentos, obterá algum resultado, mas o tempo, implacável, lhe será o algoz…

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Toda a vez que me utilizo de uma máscara, estarei ‘mascarando’ a minha real posição.

Sendo que cada pessoa está numa posição neste Planeta, fruto – essa posição – de pretéritos saldos positivos ou negativos, querer ocupar, utilizando-se de máscaras, a posição do semelhante é afastar-se de sua realidade.

Se for bem verdade – e o é – que Deus fez o sol para todos, para os de todas as posições e se também for verdade que tenho o direito de procurar meu lugar sob esse sol, será mentira, ou fantasioso, utilizar-me de máscaras para ‘parecer’ merecer o lugar de meu semelhante.

Uma mulher que deseje retocar a maquiagem o deverá fazer em seu próprio rosto; como fazê-lo se estiver se utilizando de uma máscara? As pessoas retocam ou corrigem somente as próprias imperfeições morais… As dos outros, os outros as corrigirão…

Como, pois, retocarei a imagem de um rosto que não é meu? Precisarei despir-me dessa máscara e aí, sim, iniciar um processo de recuperação.

Toda vez que preciso utilizar uma máscara diferente, para me relacionar com diferentes pessoas ou de linguajares diversos conforme diverso for o meu público estarei perdendo a naturalidade e a simplicidade que me foi recomendada pela moral Cristã… Ou os disfarces me afastarão da prédica do Mestre recomendando a me tornar pequeno, tal qual criancinhas.

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Disfarces são mecanismos de defesa: Parecerei o que não sou porque não desejarei ser censurado por pessoas que ‘não gostam’ que eu seja como sou… É a minha submissão em defesa de meu orgulho e de minha vaidade!

Pessoas equilibradas e cônscias de suas limitações trabalharão dentro dos próprios limites, nem mais, nem menos. Não se utilizarão de nenhuma camuflagem porque sabem que a face que ora apresentam, é a melhor que poderiam ter.

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Despir-me de camuflagens “é aceitar o que somos e como somos [pois] ao aceitar-nos, inicia-se o fim da rivalidade com nós mesmos. A partir disso, ficamos do lado de nossa realidade em vez de combatê-la”.

Retocar a maquiagem de minha moral: Uma luta diária!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. A arte da aceitação, pag. 129 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera quente de 2012 e início da temporada de veraneio).