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rosabranca2Normalmente nos referimos a indivíduos que desencarnaram com expressões irresponsáveis e até genéricas tal qual: ‘Como fulano era bom!’ É como se o desencarne melhorasse os Espíritos. Menos mal, pois isto poderá significar que entre nós e o desencarnante não restou pendengas significativas ou que o indivíduo pode ser bom mesmo…

Pelo contrário, quando em mesmo caso, nos utilizamos da expressão ‘morreu! Antes ele do que eu!’, há uma conotação de que algo ficou pendente entre nós e o ‘falecido’; que mágoas restaram ou que nem todas as nossas questões de perdão foram equacionadas.

O que precisamos compreender é que não é pelo fato de alguém nos haver antecedido no túmulo que deixará de ser um Espírito vivente e como tal nossos débitos estarão saldados. Muito pelo contrário! Espírito livre, ele terá maior liberdade de, em nos assediando, cobrar, e de uma forma velada, dissimulada e persistente, a ‘conta’ que lhe ficamos devendo.

“Rei morto, rei posto” não se aplica nas questões pendentes do perdão, pois sempre o “rei morto” – o desencarnado – terá tido apenas a falência do corpo físico; ele, Espírito, continua vivinho, vivinho e em liberdade para nos cobrar tudo o que é seu de direito.

Tanto no caso do ‘fulano que era bom’ ou do ‘antes ele do que eu’, será inteligente e cristão orarmos pelo primeiro para que o intercâmbio de regozijo se estabeleça e pelo segundo em contristado e humilde pedido de perdão, pois certamente pendências restaram.

Emmanuel nos orienta que Espíritos de nossa convivência na Terra e que partiram para o Além, sem experimentar a luz do perdão (…) muito sofrem com o juízo ingrato ou precipitado que, a seu respeito, se formula no mundo.

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No momento em que começamos a encerrar nossos assuntos sobre o perdão e estamos prestes a iniciar estudos sobre a fraternidade, prestemos atenção nas palavras do Benfeitor: Lembrando aquele que nos precedeu no túmulo, tende compaixão dos que erraram e sede fraternos. E ainda, rememorar o bem é dar vida à felicidade. Esquecer o erro é exterminar o mal.

(Sintonia com a questão 341 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

Com o nome de Entrudo, já no século XVI os portugueses ‘introduziram’ no Brasil o costume de brincar no período de carnaval, este muito antes (600 a 550 a.C.) originário da Grécia. Os bailes de máscaras, bailes à fantasia ou bals masqués (disfarça), foram os eventos precursores do carnaval moderno no Brasil. No final da década de 1830, os primeiros bailes de máscaras tiveram lugar no Rio de Janeiro onde só era permitida a entrada de duques, rainhas, princesas, príncipes, condes, condessas, duquesas, etc.

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“… O Espírito encarnado perde a lembrança de seu passado [porque] o homem não pode nem deve tudo saber. Deus o quer assim em sua sabedoria.” (Questão 392 de O Livro dos Espíritos). “… Se tivéssemos a lembrança de nossos atos pessoais anteriores, teríamos igualmente dos atos dos outros e esse conhecimento poderia ter os mais deploráveis efeitos sobre as relações sociais”. (Idem, nota à questão 394).

O Pai em sua Infinita Sabedoria e principalmente Bondade, contempla a sua humanidade, encarnada num ainda Planeta de Provas e Expiações, com uma grande ‘disfarça’ ou a bals masqués onde são convidados a confraternizarem – ‘dançarem’, se acertarem, se comporem… – indivíduos Espíritos que outrora poderão tanto haver se agredido muito como também terem se amado muito!

É possível que o ‘véu do esquecimento’ ou ‘esquecimento do passado’ seja o grande baile de máscaras promovido pelo Pai e que possibilita a antigos e ora disfarçados desafetos, por necessidade encobrirem suas diferenças, sem, no entanto, deixarem de revelar suas faces a pretéritos e amorosos afetos.

Sem o véu do esquecimento se estabeleceria o caos nas famílias, na sociedade, no trabalho. Digladiar-se-iam filhos com pais, cidadão com cidadão, patrões com empregados… Ninguém duvida que nesses ambientes estejam reunidos hoje, desde os mais cascudos e ásperos relacionamentos até os mais divinais e amorosos em regozijo.

Deus em sua soberania, não deseja que os homens possam e devam tudo saber, e apela para que eles através de suas consciências percebam, consultando as evidências que irão se apresentando, que tipos de saldo/débitos possuem com os que agora convivem.

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Diversamente do Entrudo este necessário baile de máscaras não é proporcionado tão somente à burguesia, mas a irmãos de casta única, filhos de um mesmo, Bondoso e Amoroso Pai que deseja ver seus filhos acertando suas diferenças, sem deixar de promover a satisfação dos afeiçoados.

Entrar no Ritmo Divino, se acertar, se recompor, se renovar… Eis a necessidade do baile de máscaras promovido pela Divindade através do ‘véu do esquecimento’…

(Introdução: Wikipédia, a enciclopédia livre – Inverno de 2013).