Posts Tagged ‘Admiração’

“O sentimento de inveja é uma forma que a inferioridade encontra de homenagear os que possuem merecimento.” (Hammed).

* * *

Sábia, a fábula nos conta que, por conta da altura, a raposa julgou as uvas verdes; e o sapo desejou apagar o vagalume com seu cuspe.

Seguindo raciocínio do Benfeitor, tanto a raposa, como o sapo, prestam “homenagem de inferioridade” às uvas e ao vagalume, reconhecendo suas superioridades.

Indivíduos “originais” são “imitados” e “copiados”: a imitação pode ser saudável ou patológica; já a cópia poderá ser fraudulenta; ferir direitos autorais.

Sendo coerentes: por que entre aspamos os termos acima? Porque invadimos parte do linguajar, discurso, do Benfeitor; não é nosso!

O cúmulo da inferioridade está em “difamar” e “maldizer” a superioridade: são as atitudes extremadas da inveja.

Tal qual aproveitarmos as propriedades do limão – a inveja – será revermos nossos conceitos menos adequados e supô-los limonada – ou a “admiração!”

“Admiração” sem bajulação é sadia: externá-la é nosso dever; já administrá-la, corre por conta do admirado.

* * *

A homenagem da inferioridade, inveja, despeito, é a ainda “forma inconsciente”, equivocada e inadequada que por vezes nossa ‘raposa’ ou ‘sapo’ se comporta.

(Sintonia: Neto, Francisco do Espírito Santo, ditado por Hammed, A imensidão dos sentidos, Cap. Arrogância competitiva; 8ª edição da Boa Nova) – (Inverno de 2017).

Se sutil é a linha divisória entre a admiração e a inveja, imenso é o abismo entre os seus valores. Uma e outra são diretamente proporcionais:

  • Ao meu grau evolutivo e
  • Ao gosto que eu possa ter por determinada atividade.

O meu grau evolutivo me fará compreender, tomando por parâmetro uma determinada faculdade, que haverá pessoas em ‘meu’ patamar, ‘acima’ dele e ‘abaixo’ dele. Minha admiração verá isso com naturalidade; minha inveja me deixará doente ante tal constatação. Compreender que habilidades são ímpares e que a admiração pode ser mútua é saudável; invejá-las é doentio.

Quanto ao meu gosto, ele sempre influirá neste estudo: Se aprecio mais livros do que internet não terei, tanta necessidade de invejar os amantes desta. Poderei até admirar os que curtem carros, mas jamais invejá-los se este não é meu hobby. Quando, entretanto, começo a observar pessoas que se interessam por coisas que me dizem respeito, aí a coisa pega! Fico roxo e aí o meu grau evolutivo precisará sobrepujar o instinto da inveja.

Também aqui o equilíbrio é a melhor receita. Este me ajudará a distinguir o limite entre a moléstia – a inveja – e o da virtude – a admiração.

Reconhecer as habilidades do meu próximo, enaltecê-las, agradecê-las, é construtivo. Todo o contrário é destrutivo.

(A sintonia é do capítulo Inveja, pg. 207 de As dores da alma de Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).