Posts Tagged ‘Agiotagem’

maxresdefaultCerta feita Jesus, em longa discussão com os fariseus, narrada em João, Cap. IX, questiona-os: “Por que não compreendeis minha linguagem?” Não lhes dando chance de resposta, Ele próprio responderia: “É porque não podeis ouvir a minha palavra.”

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Os que conviviam com Jesus à sua época, – e ainda hoje – dividimo-nos em duas espécies de indivíduos: Os que nos dizemos cristãos e disso desfrutamos – os usufrutuários do Cristo – e os que até nos intitulamos cristãos, mas ainda estamos muito vinculados à usura, à avareza, à agiotagem – os que somos, ainda, usurários. É possível que ainda estejamos na contramão do Cristo e ligados à cobiça terrena…

Como, na época do Cristo encarnado, os indivíduos estavam divididos? Enquanto que os usufrutuários eram representados pelos discípulos, os fariseus eram a imagem da usura da cobiça, da pilantragem, do extorquismo.

Paramos por aí? Não! Enquanto no Planeta Terra o mal – a usura, a rapinagem – se sobrepuser ao bem, – o usufruto sadio – viveremos esse duelo entre os usufrutuários e os usurários. Tem jeito? Sim! Com a melhoria dos homens o Planeta também melhorará.

Porém, enquanto perdurarem tais desencontros:

  • Aos usurários, a oratória, os feitos e as máximas do Rabi se mostrarão como indecifráveis ou estranhos; aos seus usufrutuários serão roteiro e estímulo;
  • Os que o desfrutam farão todo o bem possível; aos usurários o mal e todas as suas apologias;
  • Usufrutuários, colaborarão, emprestarão, solucionarão, participarão… Os avaros tudo negociarão, trapacearão, estabelecerão quotas de lucros;
  • Os usufrutuários do Mestre amarão, desculparão e ajudarão; usurários odiarão a tudo e a todos em qualquer dimensão; farão da maledicência o prato principal e a sobremesa;
  • Os usurários somente escutarão a Boa Nova; os usufrutuários a ouvirão; e
  • A posse será o objeto de desejo do usurário, pois nisso empregará sua força mental; os usufrutuários sabem que somente gerenciarão os bens que lhe foram emprestados; suas mentes tem emprego principal nos bens duradouros.

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Quanto mais entulhados nossos corações da usura e da avareza, menos neles caberá a “linguagem” do Mestre!

Enquanto que os usufrutuários conseguem entender a “linguagem” do Mestre, na expressão da questão feita aos fariseus há 1983 anos, os usurários, ou novos fariseus, ainda “não podem ouvir a sua palavra”; somente a escutam…

… Ou ‘nós’ somente a escutamos?!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 48, Diante do Senhor, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).