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Wallpaper-eclipse-8Pobre Planeta Terra: há batalhões de eclipsados nas suas veredas! Indigentes do corpo e muitos do Espírito; soluços lancinantes das necessidades de filhos, pais, jovens e velhos produzido pelo nevoeiro de ganâncias diversas; leitos de hospitais lotados dos que não conseguem reverter ao lar; infâncias cedidas ao ilícito, ao fácil, pois lhes faltou o lar como escola e a escola como segundo lar; Espíritos enclausurados no nevoeiro da incapacidade mental; aleijumes e imobilidades de corpos e Espíritos; lares sem o pão do corpo e o pão da harmonia; e cegos da visão e do saber…

Mas, perante o horror dessas desluzências, lembramo-nos das bem aventuranças do Mestre que proclamava no Monte que “bem aventurados seriam os aflitos, os pobres de Espírito, os puros de coração, os brandos, os pacíficos, os misericordiosos…” e o Apóstolo dos Gentios, dirigindo-se à comunidade de Filipos garante-lhes que “o meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades, em glória, por Cristo Jesus.” (Filipenses, 4:19).

Então, como esperar a “glória” de Paulo se estamos ‘agora’ vivendo num mundo carnal onde, além das necessidades do Espírito, possuímos as necessidades da matéria densa? Se Paulo e o Mestre já não mais estão entre nós, encarnados?

Emmanuel nos acode lembrando-nos que os não eclipsados que possuímos braços para ajudar e cabeça habilitada a refletir no bem dos semelhantes [somos] realmente superiores a um rei que possuísse um mundo de moedas preciosas [mas] sem coragem de amparar a ninguém.

Se viver na Terra exige-nos resiliência e se já possuímos tal superação, quando Deus ‘parecer’ estar ausente da vida desses eclipsados, Ele precisa estar ‘disfarçado’ em cada irmão que esteja ao lado desses infelizes…

… Nesse momento, então, “é possível que a tua própria dor desapareça aos teus olhos” (Emmanuel) e possamos desembrumar parte que for possível da névoa que eclipsa nosso irmão…

(Sintonia: Fonte viva, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, Cap. 73, Estímulo fraternal; 1ª edição da FEB) – (Verão de 2017).

maxresdefaultCerta feita Jesus, em longa discussão com os fariseus, narrada em João, Cap. IX, questiona-os: “Por que não compreendeis minha linguagem?” Não lhes dando chance de resposta, Ele próprio responderia: “É porque não podeis ouvir a minha palavra.”

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Os que conviviam com Jesus à sua época, – e ainda hoje – dividimo-nos em duas espécies de indivíduos: Os que nos dizemos cristãos e disso desfrutamos – os usufrutuários do Cristo – e os que até nos intitulamos cristãos, mas ainda estamos muito vinculados à usura, à avareza, à agiotagem – os que somos, ainda, usurários. É possível que ainda estejamos na contramão do Cristo e ligados à cobiça terrena…

Como, na época do Cristo encarnado, os indivíduos estavam divididos? Enquanto que os usufrutuários eram representados pelos discípulos, os fariseus eram a imagem da usura da cobiça, da pilantragem, do extorquismo.

Paramos por aí? Não! Enquanto no Planeta Terra o mal – a usura, a rapinagem – se sobrepuser ao bem, – o usufruto sadio – viveremos esse duelo entre os usufrutuários e os usurários. Tem jeito? Sim! Com a melhoria dos homens o Planeta também melhorará.

Porém, enquanto perdurarem tais desencontros:

  • Aos usurários, a oratória, os feitos e as máximas do Rabi se mostrarão como indecifráveis ou estranhos; aos seus usufrutuários serão roteiro e estímulo;
  • Os que o desfrutam farão todo o bem possível; aos usurários o mal e todas as suas apologias;
  • Usufrutuários, colaborarão, emprestarão, solucionarão, participarão… Os avaros tudo negociarão, trapacearão, estabelecerão quotas de lucros;
  • Os usufrutuários do Mestre amarão, desculparão e ajudarão; usurários odiarão a tudo e a todos em qualquer dimensão; farão da maledicência o prato principal e a sobremesa;
  • Os usurários somente escutarão a Boa Nova; os usufrutuários a ouvirão; e
  • A posse será o objeto de desejo do usurário, pois nisso empregará sua força mental; os usufrutuários sabem que somente gerenciarão os bens que lhe foram emprestados; suas mentes tem emprego principal nos bens duradouros.

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Quanto mais entulhados nossos corações da usura e da avareza, menos neles caberá a “linguagem” do Mestre!

Enquanto que os usufrutuários conseguem entender a “linguagem” do Mestre, na expressão da questão feita aos fariseus há 1983 anos, os usurários, ou novos fariseus, ainda “não podem ouvir a sua palavra”; somente a escutam…

… Ou ‘nós’ somente a escutamos?!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 48, Diante do Senhor, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

8-pg15“Não podemos esquecer que o celeste Amigo (Cristo), se doutrinou no monte, igualmente no monte multiplicou os pães [e os peixes] para o povo esfaimado, restabelecendo-lhe o ânimo.” (Emmanuel).

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No mesmo capítulo Emmanuel continuará sua exortação informando-nos que não nos desincumbiremos da tarefa salvacionista, simplesmente pronunciando alguns discursos admiráveis. É imprescindível usar nossas mãos (mãos, braços, pernas, pés, intelecto, habilidades, talentos, capacidades, a título de empréstimo) nas obras do bem.

Sabemos que a maior caridade que realizaremos em prol da doutrina será sua divulgação: temos aí a predicação. Saindo de nossa zona de conforto, a que nos planta na comodidade do lar, e passando a utilizar nossas mãos, braços, pernas pés, intelecto, habilidades, talentos, capacidades, nos converteremos em obras. Dessa forma, predicação e obras farão parte de nosso bem.

O Guia e Modelo Maior nos dá todos os exemplos a respeito deste assunto, não só na multiplicação de pães e peixes por ocasião do sermão, como ao estender a mão à adúltera, concitando-a a “não mais pecar”, ao penetrar na casa de Zaqueu para a ceia, nas inúmeras curas e em todas as situações em que predicou e obrou.

Se ainda não podemos trabalhar na sopa, na distribuição de víveres ou roupas, coloquemos à disposição das Casas Espíritas a boa vontade de nossos horários livres, na qualidade de instrutores, facilitadores, fluidoterapeutas, atendentes fraternais… Que possamos ir mais além: Imprimamos abnegação, responsabilidade, disciplina e assiduidade às tarefas com as quais nos tenhamos comprometido.

Joanna de Angelis e Divaldo se referem ao trabalho como “remunerado” e “abnegação” (Estudos espíritas, FEB, 1995, Cap. 11). Com o primeiro modificamos o entorno de nosso habitat; e com o segundo modificamos a nós mesmos. Aposentados e enquanto “válidos”, se não pudermos obrar em tarefas mais braçais, que obremos intelectualmente em favor da comunidade. Que não nos falte a aplicação de nossas habilidades, talentos, capacidades.

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Palavras lindas, só a ação, ou ambas, sempre serão bem vindas. Tudo dependerá do momento: O Bom Samaritano, até porque seu assistido estava desfalecido, nada predicou, somente agiu. E como agiu! Sabermos usar o equilíbrio entre a predicação e as obras, sempre será uma arte!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 33 Erguer e ajudar, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).

“Se crê e pratica o princípio de que somente auxiliando o próximo, é que seremos auxiliados, você estará dando passos largos para libertar-se da sombra, entrando, em definitivo, no trabalho da auto desobsessão” (André Luiz/Chico).

Devido a frieiras nas mãos, – inchaços por falta de circulação em climas frios e úmidos – sempre tive dificuldades com algumas lides caseiras, como estender uma cama, lidar com água, e, principalmente, lavar a louça…

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Pegando ‘carona’ com os autores e fazendo uma co-relação às minhas frieiras que hoje já não me atormentam tanto, considero a maior hipocrisia eu pretender auxiliar o próximo fora de casa, se ainda não consigo auxiliar o meu ‘mais próximo’ dentro de casa. Não por isto deixarei de abordar o tema e que Deus me ajude a que o primeiro efeito dele seja em mim mesmo.

O “seremos auxiliados” dos autores, não deseja significar um ‘toma lá dá cá’, interesseiro e vulgar, mas o indivíduo se sintonizar, através do auxílio, com as claridades. Muitas vezes a claridade que provém do auxílio poderá me imunizar contra tristezas, marasmos, preguiças, vazios e colaborar sobremaneira com minha auto-desobsessão.

Ora, esses auxílios, que vão muito além do material, – de lavar a louça, por exemplo – são a ajuda que colabora comigo no aclaramento e poderá significar:

1. Evitar a ‘fofoca’: O que eu escutar ou presenciar de maldoso, não precisará ser levado adiante, pois ‘a fofoca me distancia da luz como ao diabo da cruz’.

2. Domar a intemperança: Uma luta diuturna. Digo diuturna porque a cada minuto do dia precisarei vigiá-la e as ‘atividades’ de minha noite serão o reflexo da calma ou da intemperança de meu dia.

3. Transmitir conhecimentos: Tenho estudado? Estudando, tenho aprendido? Estudando e aprendendo, tenho passado adiante os conhecimentos que julgo úteis? Eis aqui uma ajuda importante!

4. Dar o primeiro passo: Dou o primeiro passo na direção do perdão ou espero que o outro, o acaso ou o Universo o realize? Pois bem, acaso não existe e o Universo é que ficará ‘esperando’ a minha boa vontade, visto não avançar nunca em meu livre arbítrio.

5.  Aceitar minhas limitações: Este Orbe ‘é’ de limitados. Neste Planeta não urgem tarefas – ajudas – maiores ou menores; urgem ajudas!

6. A não deserção: Qual o conceito que gozo entre aqueles com os quais ombreio tarefas? Se ruim, mais ou menos, bom… mesmo assim não desisto e me esforço na sua qualificação?

7. Respeitar às diferenças: Dou aos outros o direito de serem como desejam ser, dentro de seu estágio evolutivo? Preocupo-me mais com a evolução alheia, desleixando a minha?

8. Compreender que o bem é difícil e exigente: Apesar dos amargores que o bem poderá me resultar, adoço-o com a perseverança e a humildade?

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Lembras da história das frieiras? Hoje liberto das frieiras físicas, restam-me – ou restam-nos! – outras frieiras que preciso combater todos os dias, como este ‘octálogo’ que precisarei ler diariamente para não adquirir as frieiras da desajuda!

(Sintonia: Cap. Auto-desobsessão, pg. 125 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno gelado de 2013).

“Restituí a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios. Dai gratuitamente o que gratuitamente recebestes” (Mateus, X-8).

Ao codificar esta mensagem de Jesus, na forma do capítulo XXVI de O Evangelho segundo o espiritismo, Kardec, inspirado pela Coordenadoria Maior, realiza uma varredura na hipocrisia e um contraponto entre ela e o servir, abordando temas como o “dom de curar”, “preces pagas”, “mercado em templos de oração” e a “mediunidade gratuita”…

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Eu, o indivíduo – parceria fantástica de Espírito mais eventual e alternativo corpo – recebi gratuitamente da Divindade poderes e possibilidades a desenvolver que eu próprio nem imagino. Convocado a realizar diariamente pequenos ‘milagres’ – curas, socorros, intercâmbios, desobsessões, irradiações – enfim, os serviços preconizados pelo Mestre “para o alívio daqueles que sofrem”, terei à minha disposição um corpo físico gratuita e amorosamente ‘equipado’ para retornar “o que de graça recebi”.

Dessa forma, e porque o Universo gratuitamente, me permitiu:

  • Mãos perfeitas, eu as estenderei; abençoarei; realizarei com elas amorosos e positivos acenos; erguerei caídos; intermediarei sagradas imposições; transportarei fardos dos desvalidos; utilizá-las-ei acalmando multidões; erguerei crianças infelizes; e também levantarei e regozijar-me-ei com as felizes… São os milagres das mãos perfeitas e que de graça recebi!
  • Cérebro equilibrado, eu raciocinarei na direção do bem; utilizá-lo-ei como órgão inovador; promoverei todos os ineditismos úteis; será oficina de fraternidade; planejará as boas soluções… São os milagres do cérebro equilibrado que de graça recebi!
  • Coração sadio e compassivo, dele não prescindirei para as decisões caritativas; será o aliado de razões que o próprio cérebro me desaconselha; realizará todos os lobbies, pressões ostensivas e veladas para que o bem se perpetue; fará com que a emoção tome conta do peito e os olhos vertam lágrimas úteis ante fatos tristes, emocionantes, edificantes, comoventes; não permitirá que passem em branco as atitudes honrosas, altruístas, construtoras; abominará o descaso, a indiferença, a insensatez… São as possibilidades de milagres de um coração sadio e compassivo que de graça recebi!
  • Pulmões preservados, continuarei zelando por eles para que sustentem os brados que se façam necessários fortes; me permitam respirar todos os ares perfumados; os fétidos das carências, também; ainda os leves e tranqüilos da harmonia; que eu fique sem ar quando a emoção tomar conta de mim ou de meus amigos; e que eu respire fundo quando a intolerância me rondar… São os milagres dos pulmões preservados que de graça recebi!
  • Olhos discretos, os utilizarei para olhar e enaltecer o belo; avaliar o nem tão belo; fotografar talvez o que me pede socorro e enviá-lo por uploads aos companheiros cérebro e coração; furtar-me-ei de ver o perverso onde não existe, o mal onde não reside, a incoerência e intolerância no que é natural; brilharão eles com o que é fantástico, tal como a fraternidade, o socorro, o esforço, a abnegação, a perseverança… São estes e muitos outros os milagres dos olhos discretos que de graça recebi!
  • Ouvidos abertos, para escutar o interessante ou o nem tanto, o aviltante e o edificante, o prazeroso e o desagradável; os farei moucos ou ‘de tuberculoso’ sempre que a necessidade da complacência sobressaia; se necessário ouvirei sem ouvir ou prestarei atenção ouvindo; falarei muito menos, ouvirei muito mais… São estes os pequenos milagres dos ouvidos abertos que de graça recebi!
  • Uma língua que se expressa, a dominarei para que ampare mais que destrua; socorra através do verbo; trabalhe para o bem e a verdade; que se cale ante a prioridade de ouvir; que seja discreta perante a maledicência; benévola ante a urgência do dialogo com infelizes encarnados e desencarnados… São estes os pequenos milagres de uma língua que se expressa e que de graça recebi!
  • Braços, pernas e pés saudáveis, que eles sejam as alavancas do socorro; que debréiem, acelerem e dirijam e realizem todas as curvas na direção do auxílio; que eles driblem a preguiça – o retrato mais fiel da morte; saltem, ou se já senis, nem tanto, para desembaraçar e iluminar caminhos e subtrair apuros; subam morros; contornem vielas; trafeguem no asfalto, na lama dos bairros, off Road ou através campos, onde a necessidade imperar… São estes os pequenos grandes milagres de braços, pernas e pés saudáveis que de graça recebi!…

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Enumerada aqui está somente uma pequena parcela das fantásticas possibilidades desta parceria Espírito/corpo. Convocados a restituir, retornar, indenizar, quem sabe, pretéritos equívocos, o Espírito, mais que cativo de uma ‘máquina carnal de possibilidades’, lhe está no comando para realizarem, em cumplicidade, os mais sagrados auxílios.

(Sintonia: Cap. Auxilia também, pg. 61 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno de 2013).