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“A família terrestre é formada de agentes diversos; nela se reencontram afetos e desafetos, amigos e inimigos, para os reajustes ante as Leis [do Universo]. (…) [É o] educandário valioso da alma.” (Emmanuel).

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Afins, encarnados ou desencarnados, se reúnem por interesses.

Os afins encarnados (ou com interesses) se reúnem no seio de uma mesma família.

Algumas vezes nos reuniremos nesse “Educandário”, para estabelecermos sintonias finas: aquilo que já foi bom, pode se tornar melhor.

Outras vezes, tal “Educandário” nos exigirá reajustes robustos, já que, em reuniões anteriores, tivemos atitudes que nos “reprovaram…”

Precisamos ter cuidado, pois “afins” e “interesses” são correlacionados: há interesses saudáveis; ou nem tanto!

Mas a família, segundo o Benfeitor, se oferece à primeira opção, na qualidade de “Educadora e Regenerativa”: ou um verdadeiro educandário de almas.

Pais, (ou tutores diversificados), filhos, irmãos consanguíneos ou não, estarão recebendo a grande chance numa escola onde haverá mestres e alunos; onde, muitas vezes os alunos se converterão em mestres e estes, humildemente, em alunos.

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É a família, como associação de almas, no cumprimento de sua missão principal de “Educar, Regenerar” e devolver ao Pai, Espíritos mais evoluídos.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Vida e sexo, ditado por Emmanuel, Cap. 2, Família, 27ª edição da FEB) – (Reunião Pública no CEDS em 5 de fevereiro; verão de 2019).

É possível que três irmãos, nascidos de um ‘mesmo ninho’ apresentem comportamentos diferentes na questão razão/sentimento: o primeiro será só razão; o segundo só sentimento; e o terceiro equilibrará esta sagrada parceria.

Impossível, também, raciocinarmos com “metades eternas”, já que somos Espíritos não fracionados: quando nos referimos à nossa alma gêmea (admissível, segundo Emmanuel), reportamo-nos a “Espíritos afins”, aqueles que, num dueto, participarão de exaustivos ensaios até atingirem o amor em Plenitude.

Citando ainda Pascal (Blaise Pascal), existem “dois excessos: excluir a razão – só admitir a razão.”

Qual o ideal? Superiores apontam-nos o equilíbrio: Paulo de Tarso vai mais além: que “não sejamos temerários, não desdenhemos e nem suspeitemos mal.” O ‘mais além’ que Paulo solicita é o sentimento de Pascal.

Em muitos momentos a misericórdia nos pedirá mais sentimento; e menos razão. Ou que, a caridade, muitas vezes precisará que o coração tenha suas próprias razões.

Quanto à individualidade das almas, é assunto inequívoco e representa o aprendizado auferido por cada Espírito, através das vivências!

Observemos ‘lá em casa’!…

(Inverno de 2017).

P1 (9)Nossas almas conversavam curiosas:

– Seremos, por acaso gêmeas?

– Completamo-nos, por ventura, em comum vôo?

– Ou seríamos tão somente participativas, afins, seladas?…

Minhalma concluiu que se com a tua fosse gêmea,

Como, claudicante, absorveria teus ensinos;

Como, usufruiria de amoroso contrato; e

Como, dependente, ‘lucraria’ da partilha?…

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Minhalma curva-se perante a beleza da tua;

De seus ensinos, livre, compartilha, compactua!

Obrigado alma de minha alma,

Amada alma!

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PARABÉNS, MINHA AMADA ALMA!

(Verão de 2014, 31 de dezembro)

alma-gemea

A riquíssima mitologia greco-romana conta a seguinte lenda: “Em uma diferente civilização, os seres possuíam duas cabeças, quatro braços e pernas e dois corpos distintos – masculino e feminino – mas com apenas uma alma… Viviam em pleno amor e harmonia, e justamente esse equilíbrio provocou a ira de alguns deuses do Olimpo. Enfurecidos, enviaram àquela civilização uma tormenta repleta de trovões e relâmpagos, que dividiram os corpos, separando a parte feminina da masculina, repartindo as almas ao meio… Diz a lenda que até hoje os seres lutam na busca de sua outra metade, a sua alma gêmea”.

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O espiritismo, que existiu em todos os tempos, mas que só foi codificado a partir de Kardec começa aí a informar à humanidade que:

  • Os espíritos se comprazem tanto no bem, como mal; mais perfeitos, menos perfeitos… Uma espécie de afinidade;
  • Cada espírito, totalmente individualizado, ocupará ‘um’ corpo e este tão somente exteriorizará o que a alma ‘produzir’;
  • Os espíritos, a cada vivência se alternarão, ora ocupando corpos masculinos, ora femininos. Nada impedirá os Divinos Planos que um espírito ocupe ‘outro’ tipo de constituição física, fora de um padrão ‘dito normal’; e
  • Embora não exista união particular e fatal entre duas almas, espíritos ‘repetirão’ suas companhias, tanto para efetuar ajustes como os iluminados e aprazeirados no bem, para fins de rgozijo…

Portanto, não existe união particular e fatal entre duas almas. A união existe entre todos os espíritos, mas em graus diferentes, segundo a categoria que ocupam, quer dizer, segundo a perfeição que adquiriram; quanto mais perfeitos, mais unidos… (questão 298).

Necessário se faz um esforço no bem, uma busca pela perfeição, para que minha companheira e eu ‘repitamos’ vivências cada vez mais unidos.

Se o amor deixar de ser banalizado, se deixar de ser um amor simplesmente abaixo da cintura e passar a ser um amor acima da cintura, com sentimento, coração, preocupação, zelo… não precisarei estar procurando por aí minha ‘alma gêmea’ que os deuses apartaram, pois os reencontros acontecerão naturalmente!

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O bem é o único amor verdadeiro que existe, pois consegue sublimar qualquer tipo de afetividade!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Afetividade, pag. 49 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Verão de 2013).