Posts Tagged ‘Almas afins’

É possível que três irmãos, nascidos de um ‘mesmo ninho’ apresentem comportamentos diferentes na questão razão/sentimento: o primeiro será só razão; o segundo só sentimento; e o terceiro equilibrará esta sagrada parceria.

Impossível, também, raciocinarmos com “metades eternas”, já que somos Espíritos não fracionados: quando nos referimos à nossa alma gêmea (admissível, segundo Emmanuel), reportamo-nos a “Espíritos afins”, aqueles que, num dueto, participarão de exaustivos ensaios até atingirem o amor em Plenitude.

Citando ainda Pascal (Blaise Pascal), existem “dois excessos: excluir a razão – só admitir a razão.”

Qual o ideal? Superiores apontam-nos o equilíbrio: Paulo de Tarso vai mais além: que “não sejamos temerários, não desdenhemos e nem suspeitemos mal.” O ‘mais além’ que Paulo solicita é o sentimento de Pascal.

Em muitos momentos a misericórdia nos pedirá mais sentimento; e menos razão. Ou que, a caridade, muitas vezes precisará que o coração tenha suas próprias razões.

Quanto à individualidade das almas, é assunto inequívoco e representa o aprendizado auferido por cada Espírito, através das vivências!

Observemos ‘lá em casa’!…

(Inverno de 2017).

P1 (9)Nossas almas conversavam curiosas:

– Seremos, por acaso gêmeas?

– Completamo-nos, por ventura, em comum vôo?

– Ou seríamos tão somente participativas, afins, seladas?…

Minhalma concluiu que se com a tua fosse gêmea,

Como, claudicante, absorveria teus ensinos;

Como, usufruiria de amoroso contrato; e

Como, dependente, ‘lucraria’ da partilha?…

* * *

Minhalma curva-se perante a beleza da tua;

De seus ensinos, livre, compartilha, compactua!

Obrigado alma de minha alma,

Amada alma!

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PARABÉNS, MINHA AMADA ALMA!

(Verão de 2014, 31 de dezembro)

alma-gemea

A riquíssima mitologia greco-romana conta a seguinte lenda: “Em uma diferente civilização, os seres possuíam duas cabeças, quatro braços e pernas e dois corpos distintos – masculino e feminino – mas com apenas uma alma… Viviam em pleno amor e harmonia, e justamente esse equilíbrio provocou a ira de alguns deuses do Olimpo. Enfurecidos, enviaram àquela civilização uma tormenta repleta de trovões e relâmpagos, que dividiram os corpos, separando a parte feminina da masculina, repartindo as almas ao meio… Diz a lenda que até hoje os seres lutam na busca de sua outra metade, a sua alma gêmea”.

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O espiritismo, que existiu em todos os tempos, mas que só foi codificado a partir de Kardec começa aí a informar à humanidade que:

  • Os espíritos se comprazem tanto no bem, como mal; mais perfeitos, menos perfeitos… Uma espécie de afinidade;
  • Cada espírito, totalmente individualizado, ocupará ‘um’ corpo e este tão somente exteriorizará o que a alma ‘produzir’;
  • Os espíritos, a cada vivência se alternarão, ora ocupando corpos masculinos, ora femininos. Nada impedirá os Divinos Planos que um espírito ocupe ‘outro’ tipo de constituição física, fora de um padrão ‘dito normal’; e
  • Embora não exista união particular e fatal entre duas almas, espíritos ‘repetirão’ suas companhias, tanto para efetuar ajustes como os iluminados e aprazeirados no bem, para fins de rgozijo…

Portanto, não existe união particular e fatal entre duas almas. A união existe entre todos os espíritos, mas em graus diferentes, segundo a categoria que ocupam, quer dizer, segundo a perfeição que adquiriram; quanto mais perfeitos, mais unidos… (questão 298).

Necessário se faz um esforço no bem, uma busca pela perfeição, para que minha companheira e eu ‘repitamos’ vivências cada vez mais unidos.

Se o amor deixar de ser banalizado, se deixar de ser um amor simplesmente abaixo da cintura e passar a ser um amor acima da cintura, com sentimento, coração, preocupação, zelo… não precisarei estar procurando por aí minha ‘alma gêmea’ que os deuses apartaram, pois os reencontros acontecerão naturalmente!

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O bem é o único amor verdadeiro que existe, pois consegue sublimar qualquer tipo de afetividade!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Afetividade, pag. 49 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Verão de 2013).