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quadro-santa-ceia-quadro-a-oleo“… Conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” (João 13:35). “Ultrapassa toda pregação falada ou escrita, agindo incessantemente na sementeira do bem, em obras de sacrifício próprio e de amor puro, nos moldes de ação que Cristo nos legou.” (Emmanuel).

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Quando o Mestre declina aos seus o formato do amor, já houvera lavado seus pés, anunciara a traição de Judas e deles já se despedia. Não haveria momento mais apropriado para ditar-lhes a moldagem da felicidade.

Se muitos cristãos se comportam como beneficiários sonhadores; simplesmente pregadores; ou escritores e intelectuais, o Benfeitor Emmanuel dirá que o cooperador diferenciado louva o Senhor com pensamentos, palavras e atos, cada dia.

Das pequenas às grandes sociedades; do ambiente familiar à vivência junto a multidões, entenderão os que nos observarem que somos cristãos (verdadeiros), se empregarmos todos os esforços possíveis para nos compreendermos, respeitar-nos e relevar-nos. Num Orbe ainda imperfeito como o nosso, talvez esta seja a melhor receita para o seu atual momento: compreensão, tolerância e respeito. E se tais sentimentos classificam-se como melhor receita, serão eles os precursores da Regeneração.

É possível que àquelas despedidas, tendo os seus dispostos à sua esquerda e à sua direita na mesa da última ceia, João, o primeiro da direita, apóstolo amado e fiel, intérprete das lições do Cristo, haja realizado esta reportagem fantástica a respeito do melhor formato de reconhecimento dos apóstolos como discípulos do Rabi.

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Por que é diferente, o verdadeiro discípulo do Cristo? Porque está longe de ser mercenário; porque não indaga quantas ‘curtidas ou visualizações’ teve sua publicação; porque ajuda no que lhe for possível; e porque exercita tolerância, compreensão e respeito.

Confrades, uma profunda reflexão para todos nós que desenvolvemos tal ‘ofício…’

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 63, Diferenças, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2016).

jesus-cristo-e-seus-discipulos“Nisto todos reconhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” (João 13: 35).

Conta-nos João, o discípulo amado do Mestre, que Este ‘já se despedia’ quando proferiu esta sentença, elegendo-a condição única para sermos seus autênticos seguidores:

  • Não disse que os agrupamentos religiosos precisariam se rotular por religião ‘A’, ‘B’ ou ‘C’;
  • Não disse que esta ou aquela casta deveria realizar tais e tais rituais; tão pouco que deveriam possuir paramentos apropriados a datas e eventos;
  • Nunca se referiu a que as religiões entesourassem fortunas incompatíveis ou impróprias de serem conduzidas à Vida Eterna;
  • Nunca disse que seus confrades precisariam de manuais teológicos, princípios dogmáticos ou fórmulas políticas; também
  • Nunca incentivou a que se matassem por causa da Boa Nova, mas que através dela Vivessem…

Nenhum dos extravagantes e equivocados esforços acima conseguiu deslustrar a claridade divina do “amai-vos uns aos outros”, base imortal de todos os ensinos de Jesus e condição necessária à perfeita identificação dos operários da Messe.

Como identificar como cristã a seita, filosofia, religião, pensamento? Não há outra condição do Cristo que não seja o “amai-vos” entre si próprios, em suas circunvizinhanças e além fronteira de suas crenças!

(Sintonia: Questão 294 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, editora FEB) – (Verão de 2015).

nascente_rio_sao_francisco_SC_grd“… Aquele consolador, o Santo Espírito [da Verdade]… vos fará lembrar de tudo de tudo quanto vos tenho dito.” (João, 14:26)

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Considere-se aqui “tudo quanto vos tenho dito” como o nascedouro, ou a contribuição máxima que o Mestre deixou como legado moral a cada indivíduo; considere-se, também, o consolo espiritual dos Espíritos Verdadeiros como a orientação segura para que esse rio bem evolua até a sua foz…

A orientação de hoje afirma que é “imperioso tratar as águas da fonte, no entanto, cansar-nos-emos debalde, se não lhe resguardarmos a limpeza do nascedouro.”

Ou seja, inútil será aos indivíduos preservarem as margens do rio de suas vidas se a nascente não está bem cuidada. Cuidar da Nascente significa acatar o ensinamento do Mestre; a partir daí – e esse é o curso natural do rio – a inspiração, apoio e o consolo dos Emissários do “Santo Espírito” estarão à disposição dos indivíduos.

Março, em todas as Casas Espíritas, reinicia o estudo do ESDE – Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita – bem como, em algumas, ‘Aprendizes do Evangelho’, ou a melhor prevenção de nascente do rio de cada um.

IMG_3691 (1)Quando o Espírito da Verdade, em 1860, exorta Kardec a que os irmãos espíritas primeiro se amem e logo a seguir se instruam – primeiro e segundo ensinos, nessa ordem (ESE, VI, item 5) – afiança-lhe que através da fraternidade e da instrução haverá prevenção e recuperação da nascente e das margens do rio da Vida de cada um e do todo.

Gastos com apetrechos bélicos, desajustes juvenis, desregramentos e desintegrações e outros tantos resíduos angustiantes lançados às margens do rio de cada indivíduo, são apenas alguns dos temas abordados em tais estudos. O estudo tem a capacidade de prevenir e promover a recuperação do curso para uma chegada elegante ao mar.

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“Espíritas, instruí-vos!” Da Nascente à foz, o melhor ensino depois do “amai-vos!”   

(Imagens: Nascente e foz do Rio São Francisco – Sintonia: Cap. Espíritas, instruí-vos! pg. 53, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Outono de 2014).