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lamparina

O amor desenvolve características pessoais, distinguindo e particularizando a criatura.

A história da humanidade está cheia de vultos que se notabilizaram por seus bons feitos ou que se vulgarizaram pelos maus feitos. Em ambos os casos, e sem medo de errar, os primeiros amaram demais e os segundos odiaram demais. Diria ainda, que em ambos os casos essas pessoas ou se distinguiram das demais ou entorpeceram suas vidas e as de outrem…

Se o amor ao longo dos tempos contou as mais belas histórias, encenou peças comoventes e edificantes, pintou quadros os mais fiéis possíveis, compôs melodias e escreveu rimas primorosas… o ódio edificou barreiras, construiu muros vergonhosos, promoveu tragédias, generalizou e banalizou costumes. Quando indivíduos começaram a desprezar seus semelhantes e, pior ainda, lhes ficaram indiferentes, à medida que lhes sonegaram o necessário incentivo, se co-responsabilizaram pela deserção de seus talentos. Se a melhor forma de destruir um homem é impedi-lo de amar, o amor à criatividade e ao ineditismo também poderá ser morto pela vil indiferença do semelhante…

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Quando o Orientador me diz neste e em outros capítulos que a religião do futuro será a fraternidade e que amar será como respirar em uma atmosfera pura ou beber de uma água translúcida, chego à conclusão, entristecido, que o futuro dos insensíveis e dos indiferentes está na contramão dessas previsões…holofote

Mas que ‘quantidade’ e que ‘tipo’ de amor desenvolveram os vultos do primeiro caso? Ora o amor ao longo dos tempos foi se tornando vulgarizado, tanto que todos os pensadores sérios resolveram defini-lo não como o amor romântico ou simplista, mas aquele que traduz benefícios prestados a outrem ou regozijo em ver a evolução de terceiros. O Orientador aqui não foge à regra ao classificar a virtude em amor romântico, possessivo e amor real.

Se foi por amarem tanto que vultos se notabilizaram, qual a ‘quantidade’ de amor real que eu precisarei desenvolver para me distinguir e particularizar? Simples! Tão somente aquela que as características pessoais do meu momento evolucional o permitir, ou…

… Considerando que o amor, traduzido pelo desejo do bem à outra pessoa ou alegria com sua evolução, seja uma luz a iluminar os caminhos de outrem, se meu degrau não permitir que eu seja um holofote, que eu seja apenas uma lamparina em suas vidas…

Sobre lamparinas e holofotes, não há demérito em, desde que seja real, eu amar pequenininho ou grandão… O importante será amar de uma forma natural e doar todo o amor que me seja possível ou que eu tenha…

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Se eu não puder ser hoje um holofote em teu caminho, permite-me ser apenas uma lamparina… mas que eu não seja nunca, jamais, aquele que através de minha indiferença venha a sonegar meu incentivo aos talentos que possuis!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Amor, pag. 179 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2013).

O acadêmico de medicina não passa os seus seis anos de curso e mais os dois da residência médica debruçado e mergulhado nas teorias de seus grossos volumes… Haverá a hora certa em que porá a mão no bisturi e realizará as primeiras suturas.

Soldados, policiais, bombeiros se não saírem da sala de instrução e se lançarem à maneabilidade, ao rastejo, ao exercício de tiro real, a controle de distúrbios, aos simulados de incêndios… serão apenas militares teóricos.

 “Que cada um se conscientize que está numa excursão de aprendizado espiritual, passando por estágios práticos das lições que já conhecemos intelectualmente”, me diria Dr. Bezerra de Menezes.

Num passado, ainda no plano espiritual, por ocasião de meu acordo reencarnatório, manifestei a meu Divino Governador desejar reencarnar numa família onde reencontrasse pessoas de minha estima…

…Ele, mais sábio – muitíssimo mais! – do que eu, satisfez meu desejo, porém me disse que nessa família, além de parentes afetuosos, haveriam outros ‘nem tanto’ aos quais eu deveria ‘aprender’ a amar; e de modo prático!

Todas as lições teóricas, portanto, que ao longo dos milênios meu Espírito aprendeu a respeito do bem e do amor, eu precisaria, no “estágio prático” de minhas reencarnações, exercitá-las exaustiva e intensamente.

Como eu amaria, em meu “estágio prático” somente aqueles que me amassem? Precisaria, também, dar o meu amor aqueles que mo negassem.

Como o médico, o bombeiro, o soldado, o policial… precisarei me exercitar; estagiar praticamente na profissão do amor, pois a teoria… Essa, do amontoado de livros, eu já tinha toda!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Vivenciar o amor, pg. 97 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Inverno de 2012).