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“… Companheiros incontáveis acreditam que apenas cooperam com o Senhor os que se encontram no ministério da palavra, no altar ou na tribuna de variadas confissões religiosas.” (Emmanuel).

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A Paz íntima resulta do desempenho adequado de nossas possibilidades: cada Espírito as possui (possibilidades) em grau e características diferenciadas….

… Portanto, nem todos serão oradores, ocuparão a tribuna ou altares diversos, já que a Seara da Boa Nova possui inúmeras e necessárias funções:

Poderemos não ocupar o ministério da Palavra frente a grandes multidões, mas falarmos coisas úteis a corações solitários e atormentados.

Nossa tribuna poderá estar em caminheiro áspero; nos flagelos; em locais amargurados; e não, necessariamente, em púlpitos dourados. Normalmente a tribuna mais carente é nosso lar, cheio de fragilidades.

E a melhor confissão religiosa é a fraternidade Cristã: esta não possui rótulo (credo A, B, C…); é de caráter Universal.

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Tenhamos a certeza de que nas simples tarefas humanas, acima enumeradas, poderemos sentir a presença do Senhor.

Importante será explorarmos nossas possibilidades; e bem! Imprimindo nelas o esforço: deste resultará a Paz!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 146, Saibamos cooperar, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2018).


57eytjnq“… Será só com o dinheiro que se pode secar lágrimas e dever-se-á ficar inativo, desde que se não
[o] tenha? Todo aquele de sinceramente deseja ser útil a seus irmãos, mil ocasiões encontrará de realizar o seu desejo.” (ESE, XIII, 6).

“Não perguntes ‘quem sou eu?’ nem digas ‘nada valho!’ Honremos o serviço que invariavelmente nos honra (…) mesmo quando se expresse através de ocupação supostamente esquecida na retaguarda.”(Emmanuel).

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O Mestre Jesus, na ilustração de sua missão redentora, nos deixou os mais edificantes contos – parábolas, alegorias, sermões. Muitos deles nos convidam a ficarmos longe dos holofotes:

  • A viúva pobre colocaria na caixa de ofertas ‘as’ duas moedas que possuía; a maior parte ou tudo que tinha para seu sustento. Realiza tal oferenda no anonimato de seu templo interior;
  • O bom samaritano se compadeceu, atendeu e serviu nada cobrando moral ou materialmente ao assistido. Ao hospedeiro não fanfarreou; pagou toda a despesa de seu anônimo amigo e seguiu adiante;
  • “Senhor eu não sou digno que entreis em minha casa, mas dizei uma só palavra e meu servo será curado” dir-lhe-ia em sua humildade o centurião romano, acostumado a duras lides perante mais de cem soldados;
  • “Não saiba a vossa mão esquerda o que doa a vossa direita”, elegendo o anonimato como principal característica da generosidade;
  • “Senhor, Senhor, tem piedade de mim que sou pobre pecador”, diria o publicano que no último banco do templo se penitenciava perante seus equívocos. Reconhecer-nos pequenos nos torna gigantes na Obra de Deus; e
  • O lava pés, o arrependimento do filho pródigo, a alegria de Zaqueu, a boa administração dos talentos, a resignação do pobre Lázaro, o pequeno grão de mostarda, a luz sobre o alqueire… são todas exortações à humildade, ao serviço ou repatriamento ao bem.

O serviço que realizamos, por ínfimo que seja, poderá ser o que falta para completarmos um todo. Vivemos num Planeta que clama por uma Regeneração e esta só se fará com o concurso de todos. Colocarmo-nos na posição de ‘quem sou eu?’ ou ‘nada valho!’, não ajudará muito.

A atual situação do Planeta é de dependência: Para que o mosaico da fraternidade se complete, peças menores, médias ou maiores serão necessárias. Não existem generosidades pequenas ou grandes; existem generosidades.

Serviços realizados à retaguarda, longe dos holofotes, são os que sustentam as grandes obras, assim como os degraus inferiores de uma escada servem de sustentáculo aos superiores.

(Sintonia: Cap. Deveres humildes, pg. 100, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Inverno muito frio de 2014).