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“Os aprendizes da vida cristã, na atividade vulgar do caminho, desfrutam do conceito de normalidade, mas se não gozam de vantagens observáveis ao imediatismo da experiência humana, quais sejam as da consolação, do estímulo ou da prosperidade material, (…) passam à categoria de pessoas estranhas, ante os próprios companheiros de ministério.” (Emmanuel).

Conta-nos João em 9:25, que certo cego de nascença (outro, que não Bartimeu) foi curado por Jesus num dia de sábado. Assediado pelos fariseus a dar “glória a Deus” e a renegar o ‘Pecador’ que lhe devolvera a vista, assim se expressou: “uma coisa eu sei: eu era cego e agora vejo!…”

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Imediatistas desejam a solução de problemas ‘daqui’; e rápido! Espiritualistas tentam encarar problemas daqui como trampolim para ‘Lá!’

Imediatistas desejarão consolo, estímulo e prosperidade – para cá! Espiritualistas procuram esclarecimento, consolo, estímulo e prosperidade – para Lá!

Convém esclarecermos que para tal cego, ‘enxergar’ poderia ser secundário; e ‘ver’ a quem o operara, como e porquê era o principal. Testemunho e gratidão eram seus sentimentos. Espiritualistas devem ser assim.

O imediatista comportar-se-ia diferente: para ele enxergar seria o importante. Quem fizera o prodígio, para quê? Isso não importaria tanto!

Preciso é que digamos que todo espírita é espiritualista; mas nem todo espiritualista é espírita.

Imediatistas x espiritualistas se digladiarão sempre: é possível que aqueles taxem os demais de ‘trouxas’ e estranhos.  Não nos surpreendamos que isso aconteça entre os que junto ombreiam…

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Mundos densos são imediatistas; sutil é a Vida Futura e já os que a aspiram. Mas é no denso que temos escola: nele realizamos a transição, aprendizado e a garimpagem. O tesouro está Lá!

Imediatistas ‘vêem’ e se extasiam. Espiritualistas tentam ‘enxergar’ e seguir…

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 95, Vê e segue; 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2017).

Flor-de-Lótus-brancoEvidente que parte da programação de nossa TV nos repugna; ela faz parte, ainda, da transição de um Planeta que precisará passar por tais escândalos até o advento da Regeneração pela purificação.

Já damos muito ‘murro em ponta de facas’, com censura insana a realitys, novelas, programas humorísticos e séries de TVs abertas ou pagas de nosso País.

Já peregrinamos pela incomplacência a esses escândalos; mas Espíritos Esclarecidos em seus apontamentos, legados sérios à humanidade, têm-nos chamado à razão para tais fatos, constrangendo-nos à tolerância e fazendo-nos compreender que será inevitável, neste Planeta, frequentarmos, tomarmos conhecimento da lama, enlameando-nos o menos possível…

Somos obrigados a reconhecer que Ícones de primeira grandeza, a Mãe Natureza e Espíritos de Envergadura Celestial, que por aqui passaram e inda frequentam nosso Orbe, na qualidade de seus Auxiliares, já nos chamaram e continuarão chamando a atenção sobre os escândalos, suas finalidades e consequências:

  • Jesus – Diria ele que “haverá necessidade que os escândalos aconteçam, mas ai daqueles pelos quais eles venham.” E Emmanuel nos dirá que o Mestre [apagou] a própria claridade, fazendo-se à semelhança de nossa fraqueza, para que lhe testemunhássemos a missão redentora;
  • A Mãe Natureza – Lótus herda, por acaso, do pântano, seu cheiro e suas cores? E o raio de luz visita as entranhas do abismo e dele se retira sem alterar-se…
  • Paulo de Tarso“Fiz-me fraco, para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos para, por todos os meios, chegar a salvar alguns.” (I Coríntios, 9:22). Num trocadilho filosófico/poético fantástico, Paulo sintetiza o valor de “estar no mundo, sem a ele pertencermos.”
  • Espíritos Superiores – Estes – quem não tem o seu como guardião?! – estão sempre à disposição da humanidade para lhe minimizar os solavancos. Nas obras de André Luiz, que nos traz informações preciosas do Plano Espiritual, são incansáveis as caravanas de Equipes desses Espíritos a zonas inferiores, levando-lhes resgate e socorro.

Longe de ‘afrouxarmos o garrão’ perante escândalos e infames bandalheiras de nossas mídias – não o faremos! – somos obrigados a aprender com o Alto que tais escândalos por um tempo ainda acontecerão em nosso Planeta; e que só agora estamos entendendo coisas que antes não podíamos entender, pois…

… Haverá o tempo de tripudiar; o tempo da intransigência; do aprendizado; e, finalmente, o da tolerância.

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Quando esse tempo chegar para nós, iremos à lama sem enlamear-nos; tal qual a flor-de-lotus, não herdaremos nem a cor nem o cheiro do pântano; e a visão dos escândalos, sem deles participarmos, nos será o aprendizado normal, num Planeta de transição, onde eles hoje ainda são necessários.

(Sintonia: Fonte viva, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, Cap. 72, Incompreensão; 1ª edição da FEB) – (Verão de 2017).

Como-dizer-separar-o-joio-do-trigo-in-English“… Queres que vamos e o arranquemos? – perguntariam os servidores ao dono do campo, referindo-se ao joio – Não, disse ele; arrancando o joio, arriscais a tirar também o trigo…” (Mateus, 13, 28 e 29).

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Globo Repórter; Pequenas Empresas, Grandes Negócios; Globo Rural; noticiários sérios, isentos; e outros títulos, fazem parte da programação da emissora mais tradicional do País. Entretanto tais programas convivem, ainda, com alguns joios constantes em sua grade, sendo necessário que coexistam por algum tempo até o momento da ceifa e que os ceifeiros não corram o risco de tirar também o trigo…

Muitas vezes não só ‘batemos de frente’ com os joios encontrados na mídia – de todas as emissoras – como ainda não encontramos quorum às nossas intransigências, publicações, reclamações, repúdios…

Em nosso socorro, a Doutrina dos Espíritos – porque ditada e instruída por Eles – ensina-nos a irmos ainda mais além: Para que o joio aprenda com o trigo, será necessário que aquele permaneça ainda um pouco mais junto ao trigo.

Tal permanência, entretanto, possuirá um prazo estabelecido pela Sábia Providência, que saberá ensinar aos ainda ignorantes e realizar os expurgos coletivos dos aficionados renitentes.

Um puxão em nossas orelhas? Sim! Informando-nos a doutrina de que a evolução espiritual – gradual e lenta – não se realiza de maneira igual em todos os seres e que a tolerância precisará tomar-nos os espaços da intransigência que ainda teima em nos consumir.

(Sintonia com Parábolas de Jesus, 1ª Aula, Aprendizes do Evangelho, 2º Ano) – (Verão de 2015).

pensandoNos EUA e no Reino Unido, 25% das residências têm um único morador. [Já] em São Paulo, segundo o IBGE, (dados de 2010) uma em cada 30 pessoas mora só.

“Mergulhar no nosso próprio interior, ajuda a descobrirmos o que queremos e até a fazer as pazes conosco mesmos” (Monika Von Koss, psicoterapeuta, São Paulo).

São híbridos os automóveis que se adaptam a mais de um tipo de combustível: Rodarão com álcool ou gasolina; com estes ou ainda com gás…

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A felicidade significa viver cercado de gente? Sim e não! Por ser a humanidade constituída de cidadãos, almas, Espíritos híbridos, tais indivíduos viverão em situações mistas: Ora estarão cercados por outros indivíduos – poucas, muitas pessoas, multidões – ou mergulhados no recôndito de si mesmos.

Em ambas e alternativas situações, o indivíduo as aproveitará ou as desperdiçará na perseguição da felicidade: Ele poderá estar feliz cercado de muitos indivíduos ou na mais absoluta solidão e por outro lado extremamente infeliz, depressivo e abandonado se cercado por muitos indivíduos ou por nenhum.DESTACAR-SE NA MULTIDÃO

Faço aqui uma alegoria: Em sociedade, na comunidade, no meu lar, todas as informações que me chegam são absorvidas pelo grupo; é como se todos recebessem um determinado jornal, revista ou escrito, bom ou ruim, e tal periódico passasse de mão em mão; todos bebem da mesma fonte, límpida ou nem tanto. Quando estou recolhido à minha intimidade, sozinho, procurando me desligar de ruídos da TV e até do tic-tac do ‘cuco’ de minha sala, as informações me serão colocadas em escaninho muito particular, onde somente eu terei acesso; ‘eu’ as abrirei, folhearei e lerei; observe-se que a minha felicidade dependerá, também, da qualidade dessas particulares informações…

Cidadãos híbridos, os que aprendem tanto com o sossego e a introspecção, – o chamado recôndito de cada um – ou aprendem junto às multidões, são indivíduos que, independente da mista ou híbrida situação, não perdem a oportunidade de serem felizes, afinal os Bons Recados do Alto poderão vir de ambas as fontes!

Tal qual um automóvel híbrido, o cidadão que persegue a felicidade, buscará na quietude de si ou no agito da sociedade, boas respostas à compreensão de fatos e tomada de decisões.

capavermelhaPossuir o indivíduo a capacidade de se noticiar tanto em meio à multidão, como na introspecção, é a maior prova do diálogo permanente e proveitoso entre este e outros Planos menos densos…

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Em ambas as situações, o Nazareno é o parâmetro: Em sociedade recomenda os pequenos ou grandes ‘milagres’, pois que os realizava; se sozinhos, recomenda o recolhimento aos “aposentos íntimos” e a “humildade”.

Essa a receita!

(Imagem 3: Oliwia Dabrowska, a garota da capa vermelha, 24 anos; tinha 3 quando da filmagem de A Lista de Schindler – Sintonia: Cap. Quando a solidão faz bem, pg. 51 de O Evangelho é um santo remédio, de Joseval Carneiro, Editora EME) – (Primavera de 2013).

Tenho o privilégio de viver o ano todo na maior e mais democrática praia do mundo, o Balneário Cassino. É lógico que gostaria de não parar por aqui com os adjetivos à minha praia, mas, infelizmente dizer que é também a praia mais limpa do mundo seria uma inverdade. E, quanto a isso nossa Mãe Natureza não leva nenhum demérito, pois o descrédito aí é atribuído aos seus usuários.

A quem então responsabilizar? Aos turistas que aqui comparecem ciclicamente? Absolutamente! Seja o veranista Riograndino, Uruguaio, Catarinense, Pelotense… Não há como estigmatizar, visto que aqui é uma questão de educação.

Veraneio passado estava com o carro estacionado ao lado de uma família na qual pai e filho se deliciavam com seus picolés. Ao término da guloseima, o pai fincou o pauzinho na areia e jogou a embalagem – de plástico e extremamente leve – ao vento… O gurizinho, é lógico, fez o mesmo! Perdeu esse pai uma ótima oportunidade de ensinar!

Essa é a atitude anti-cultural; e ela não tem vínculo à procedência do turista.

Também nosso Mestre, quando por aqui esteve – não falo em nossa praia, é lógico! –, mais que dizer muitas coisas Ele as mostrou através de suas atitudes.

Saindo um pouco da orla e entrando mais na zona urbana – onde há muito descuido, também – há mensagens interessantes a deixar ao público em geral: Nas esquinas, dar a preferência a um idoso, a um ciclista, a um pedestre… Dar um sorriso, um bom dia, um boa tarde ou trocar uma gentileza àquele desconhecido – se é que nesta grande família universal deveria havê-lo – que cruza por mim…

Mas, voltando ao nosso assunto, os resíduos estão por aí, nas dunas, na orla, nas ruas. Para fazer minha parte, reuni alguns e resolvi virar ‘arteiro’. É só uma gota d’água, mas fiquei feliz!

Fotos: 1. Este verão (palitos, canudinhos…); 2. Verão passado (Machu picchu?)

(Verão e muito quente de 2011/12)

Cheguei ao último capítulo do livro com os olhos marejados… Mas de que adiantariam as lágrimas se o livro não imprimisse em mim propósitos de melhora? O livro narra a história de Morrie Schwartz (1916-1995), acometido de uma ELA – esclerose lateral amiotrófica -; mais precisamente as últimas 14 semanas de sua última encarnação, nas quais ele – o treinador, mestre  – transmite a Mitch Albom – o treinado, discípulo -, máximas como:

“Para mim, viver significa poder se responsável pelo outro… Falar com os outros. Sentir com os outros… Quando isso acabar, Morrie acabou”;

 “Sejam responsáveis uns pelos outros… Amem-se uns aos outros ou pereçam!”;

“Não tem sentido ficar curtindo vingança ou teimosia… Dessas coisas eu me arrependo na vida. Orgulho. Vaidade…”;

“Não é só aos outros que precisamos perdoar… A nós também… Pelo que não fizemos. Por tudo o que devíamos ter feito”;

“A morte não é contagiosa. É natural como a vida. Faz parte do contrato… Se fazemos disso (da morte) um cavalo de batalha, é porque não nos consideramos como parte da natureza”;

“Enquanto pudermos amar uns aos outros… Podemos morrer sem desaparecer”; e

“A morte é o fim de uma vida, mas não de um relacionamento.”

Morrie não se definia católico, protestante, evangélico, espírita… Admitiu a Mitch que falava com Deus somente muito próximo de seu desencarne. Profundamente religioso, no sentido de religar corações, atitudes, conceitos… Essa era sua religião.

Morrie mudou a vida do autor Mitch, certamente de muitos dos 10 milhões que compraram o seu livro, mexeu com a minha e talvez possa mexer com a de meu leitor. “Amem-se ou pereçam!” (Primavera de 2011).

Saqsaywaman, Tambomachay, Ollantaytambo e Macchu Pichu, nomezinhos difíceis, mas com significados. Todos no Peru, o primeiro, ruínas de um templo dedicado ao deus raio; o segundo, dedicado às águas; o terceiro e o quarto, reverências a montanhas sagradas. Aprendi, desde o tempo de escola que meus ‘ancestrais’ eram politeístas: Possuíam tal comportamento religioso os guaranis, do oeste de meu estado gaúcho – esses meus ancestrais legítimos, mesmo -, ainda os guaranis em Missiones, na Argentina, os do império Inca, em quase toda a Cordilheira Andina, Os Astecas, os Maias… Tal comportamento preocupava nossos queridos jesuítas, dominicanos e religiosos de outras ordens, todos ansiosos em torná-los monoteístas. Mas será que esses povos – que, na maioria tiveram seu apogeu lá por 1500 e aqui me refiro ao povo inca – eram mesmo politeístas ou naturalistas? Sim, porque, se vivendo numa região extremamente árida como a de Cuzco, logo após perceberem o raio, ouviam logo o trovão e após este vinha a chuva tão benfazeja e necessária; as montanhas eram contrafortes naturais que os protegiam de ataques diversos. Todos estes fenômenos, encarados com naturalidade não estariam fazendo parte da Providência de um só Deus? De um Deus que deles tomava conta através de seus fenômenos naturais? Encantei-me e aprendi demais em uma semana no Peru. Cuzco possui mais de uma igreja em cada quadra, todas museus, abertas à visitação paga, mas o povo peruano rural, principalmente o que mora nas montanhas, continua reverenciando e se beneficiando destes aspectos naturais, falando o kechua e realizando suas oferendas para que não lhes falte a chuva, para que as fontes lhes irriguem maizes e papas e para que a montanha seja o seu porto seguro. (Fotos, Nov 2010: 1. Saqsaywaman; 2. Tambomachay; 3. Ollamtaytambo; 4. Macchu Pichu) – (Primavera ventosa de 2011).