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01NOVEMBRO2014-COMO-PERDOAR-Num postulado da geometria primitiva, a linha reta é o caminho mais curto entre dois pontos quaisquer de uma superfície plana…

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Nas questões do amor – verdadeiro, altruísta – sempre estará incluso o perdão, apresentado como o caminho mais curto ou o melhor atalho para nossa reforma íntima. Poderemos ter a certeza absoluta de que quando já navegarmos pelas águas tranqüilas dessa virtude, estaremos na vereda correta de homens e mulheres de bem.

Quando de sua encarnação missionária o Mestre do perdão não nos diria à toa: “o amor cobre uma multidão de pecados.” Não que precisasse, mas cumprindo os desígnios do Pai, o Messias pisava em solo de Planeta de Provas e Expiações, conhecia o íntimo dos que o habitavam e compreendia suas dificuldades relacionadas ao perdão.

Desejando ver-nos desvencilhados de certas esquisitices da lei Mosaica, o Mestre das misericórdias utilizou-se até de uma linguagem matemática para orientar-nos que deveríamos “perdoar não sete, mas setenta vezes sete vezes”, configurando dessa forma que a lei de Talião, que o dente por dente e o olho por olho já não mais se enquadrariam na Revelação do Amor e que estaria traçando [através do amor] a linha reta da vida para as criaturas e representando a única força que enterraria de vez todos os disparates de uma controvertida ‘justiça injusta’ porém ainda necessária aos filhos de Abraão de outrora.

Também nas questões do perdão, as revelações são feitas em tempos certos: Se à época de Moisés, tudo o que a humanidade desejava era justiça, justificava-se aí a lei de Talião; se ao tempo de Jesus, a revelação do amor – ou “central”, segundo Emmanuel – se instaurou, o olho por olho já era desnecessário; e finalmente a revelação de Kardec, esclarecedora, nos dirá que o perdão é uma questão de justiça, mas, e sobretudo, uma questão que requer exclusivamente altruísmo.

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Como a linha reta, exercitar o perdão é o menor percurso, o melhor atalho entre o homem velho que desejamos abandonar e o novo que desejamos ser.

Se a linha reta é o caminho mais curto entre dois pontos quaisquer de uma superfície plana, o perdão, ainda imperativo em orbes semelhantes ao nosso, sempre será a via mais rápida e apropriada à salvação.

Sendo o perdão imperativo à caridade e se “fora da caridade não há salvação”, ignorar a virtude será estabelecer para nossas vidas, tais quais alunos repetentes, encarnações e mais encarnações expiatórias…

(Sintonia com a questão 336 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).